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Marrocos: descubra os Kabareh Cheikhats, travestis que questionam as normas de gênero

Kabareh Cheikhats, um grupo de travestis que homenageia os tradicionais cantores marroquinos que celebram o amor e a revolta contra o colonizador. Um espetáculo transgressor que questiona as noções de feminilidade e masculinidade num pais tão conservador como Marrocos.

Um coletivo marroquino cujo nome é Kabareh Cheikhats – كباريه الشيخات  -, composto exclusivamente por homens que se “disfarçam” de mulheres, surgiu com um objetivo simples, homenagear cantores e dançarinos marroquinos comumente chamados de “Cheikhates” que fazem a música chaâbi – literalmente, a música do Povo – há muitos anos, e que continuam fazendo isso. Homens maquiados e com roupas femininas, interpretando papéis femininos, pode parecer estranho no Marrocos, porém não é uma prática nova. Podemos até considerá-la comum ou mesmo corriqueira, especialmente na praça Jamaa el Fna em Marrakesh.

Kabareh Cheikhats é uma experiência que começou em 2014, e que após  um incrível sucesso de público levou a trupe a repetir no Vertigo em Casablanca.

A mulher sheikha há muito é estigmatizada pela sociedade. Este é um dos motivos pelos quais o Kabareh Cheikhats quer homenagear todos os grandes cantores de outrora que contribuíram para a preservação do patrimônio da música marroquina, como Cheikha Kharboucha ou Zahra Elfassia.

Praça Jamaa el Fna em Marrakesh >> http://faispasgenre.fr/

Há um bando de homens em Casablanca. Cabelos escuros e barbados, usando calças e camisetas de lona, ​​jogando fliperama antes de um ensaio. E então há o personagem de Kabareh Cheikhats, sua “sheikha”, a mulher que todos personificam no palco. Para Ghassan El Hakim, o diretor, será uma ruiva provocadora e sedutora, que adora reescrever a história e beber para afogar uma velha dor de cabeça.

“Há subversão em nossa abordagem. Interpretar uma mulher permite-nos libertar-nos como homem face aos padrões, libertar o nosso corpo ”, confidenciou Ghassan El Hakim, o diretor.

Essa fluidez de gêneros permeia a performance artística. A barba, as tatuagens e a maquiagem coexistem sob as perucas. Vozes roucas escapam dos seios vestidos com cafetãs coloridos, esses vestidos longos que vão até os tornozelos….

Próximo evento em Paris

KABAREH CHEIKHATS en concert
Vendredi 11 Juin 2021 à 20h00
Cabaret Sauvage , Paris (75)

 

 

Fontes >> http://faispasgenre.fr/2019/01/30/lartification-de-resistance-maghreb/

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LGBTI+ Notícias

USP procura bissexuais, gays cisgêneros e trans para testes de vacina contra HIV

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está buscando voluntários no Brasil para testar uma vacina contra o HIV. O estudo, chamado Mosaico, iniciado há cinco anos, está sendo desenvolvido em cooperação por instituições de diversos países. A pesquisa já foi aprovada pela fase pré-clínica, animal, e fases 1 e 2 em humanos.

Até o momento, as pessoas que receberam a vacina conseguiram produzir satisfatoriamente anticorpos e imunidade contra a infecção.

No Brasil, os voluntários para a terceira fase devem ser homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais com idades entre 18 e 60 anos.

Interessados podem entrar em contato com o Programa de Educação Comunitária da USP pelo Instagram ou pelo e-mail agendamento.estudos@gmail.com.

A tecnologia empregada na nova vacina é a de vetor, a mesma empregada na vacina de Oxford para prevenção da Covid-19. Nesta vacina  são injetadas informações genéticas de proteínas do HIV dentro de um outro vírus, inofensivo a seres humanos.

Com a nova vacina, a importância da prevenção, teste e tratamento do HIV, ganha ainda mais significado.

Quando o indivíduo é vacinado, o vírus inserido no organismo se multiplica, fazendo com que o corpo receba as proteínas que foram injetadas em seu material genético. Assim, o vacinado produz resposta imune contra proteínas do vírus inofensivo e também contra as do HIV.

USP busca voluntários para testar vacina contra HIV

Agora faz um ano da campanha publicitária lançada pelo Ministério da Saúde alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a aids, que tinha como foco a importância do diagnóstico do HIV “HIV/aids. Se a dúvida acaba, a vida continua”.

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Homem estupra e rouba garotas e manda ZAP pra dizer que é portador de doença

Suspeito tinha pago o programa adiantado, mas usou uma arma para ameaçar as garotas forçando-as a fazer sexo sem camisinha.

Um homem foi preso na passada terça-feira 24/11, em Ponta Grossa-PR suspeito de estuprar e roubar uma garota de programa de 19 anos e estuprar outra. Há uma investigação em curso na unidade de casos que se assemelham ao ocorrido nesta terça.

O suspeito foi identificado na delegacia e logo os guardas municipais conseguiram encontrar o homem em sua casa.

Segundo a Polícia Militar, os crimes aconteceram na Vila Veneza, por volta das 22h da noite. Uma das vítimas relatou que tinha agendado um encontro e, ao chegar no local, o pagamento foi feito adiantado e ela e uma amiga entraram no carro do suspeito. Logo depois o homem levou a vítima e uma amiga até uma área isolada pra fazer o programa. Chegando na área o homem disse que só tinha um preservativo e apelou pra que a amiga fizesse um boquete sem proteção, o que foi aceito pelas garotas.

Logo que o programa começou, o homem sacou uma arma e colocou na cabeça de uma das mulheres. Ele começou a transar com a amiga com a arma na mão e retirou a camisinha forçando uma relação sexual desprotegida. Após gozar, pegou o dinheiro que havia pago adiantado às garotas e fugiu. Pouco tempo depois, as garotas de programa de Ponta Grossa começaram a receber mensagens do homem dizendo ser portador de doença sexualmente transmissível e orientando as mulheres a fazerem exames.

Elas foram ameaçadas com uma arma e obrigadas a fazer sexo sem proteção

Após ser identificado pelos mensagens, a polícia foi até a casa do homem, e encontrou a arma usada no crime. Trata-se de uma arma de airsoft que estava escondida dentro do carro dele. O homem, acusado de roubo e estrupo, alegou que apontou a arma para as garotas de programa porque tinha discutido sobre o valor da cachê.

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Candidatos Trans nas eleições. Números mostram falta de representatividade política.

A semana passada publicávamos no nosso blog uma breve história de Shawn Skelly, ex-comandante da marinha dos USA, que foi nomeada para equipe de transição de Biden. Cada vez é maior a participação de cidadãos transexuais nos cargos públicos do Estados Unidos, seja pela sua atuação política, como a senadora Sarah McBride do estado de Delaware, ou pela sua capacidade de gestão, como é o caso da Skelly.

No Brasil, estamos longe de conseguir a representatividade política que tem os americanos, porém o número de candidatos trans não para de crescer eleição após eleição.

Pela primeira vez, candidatos puderam ter o nome social nas urnas e número de candidatos transgêneros eleitos cresceu mais de 300%

Segundo um levantamento da revista Poder 360, nas últimas #eleições2020 foram 159 candidatos transgêneros que registraram CNPJ para concorrer a uma vaga de vereador. Dos 159 concorrentes, 30 foram eleitos, reforçando a carência de representatividade do coletivo.

O Brasil teve perto de 520.000 candidatos registrados para vereador brigando por 57.000 vagas nas câmaras municipais. Falando em números globais, há cada 10 candidatos a vereador cisgêneros, apenas um é eleito para ocupar vaga na câmara municipal. Já entre os candidatos trans, a proporção é o dobro. Há cada 5 candidatos transgêneros que concorreram nas eleições 2020, um foi eleito. Os números não mentem. Eles reforçam o convencimento de que falta representatividade política no coletivo, um primeiro passo que é fundamental para normalizar a inclusão da população trans.

30 vereador@s eleitas no Brasil

  1. Lari Camponesa (REPUBLICANOS) – Rio Novo do Sul (ES)
  2. Duda Salabert (PDT) – Belo Horizonte (MG)
  3. Titia Chiba (PSB) – Pompéu (MG)
  4. Paulette Blue (PSDB) – Bom Repouso (MG)
    Pouco ativa nas redes sociais, Paulette Blue tem 39 anos e trabalha como manicure e maquiadora. A vereadora eleita na cidade de Bom Repouso é natural de Estiva (MG)
  5. Gilvan Masferrer (DC) – Uberlândia (MG)
  6. Paulinha da Saude (MDB) – Eldorado dos Carajás (PA)
  7. Brenda Ferrari (PV) – Lapa (PR)
  8. Thabatta Pimenta (PROS) – Canaúba do Dantas (RN)
  9. Kará (PDT) – Natividade (RJ)
    Em rede social, o candidato agradeceu: “muito obrigado meu povo, pelos votos de confiança que vocês depositaram em mim, que Deus continue nos abençoando!”
  10. Benny Briolly (PSOL) – Niterói (RJ)
  11. Maria Regina (PT) – Rio Grande (RS)
  12. Lins Roballo (PT) – São Borja (RS)
  13. Yasmin Prestes (MDB) – Entre-Ijuís (RS)
  14. Linda Brasil (PSOL) – Aracaju (SE)
  15. Anabella Pavão (PSOL) – Batatais (SP)
  16. Carolina Iara (PSOL – Bancada Feminista) – São Paulo (SP)
  17. Dandara (MDB) – Patrocínio Paulista (SP)
  18. Erika Hilton (PSOL) – São Paulo (SP)
  19. Fernanda Carrara (PTB) – Piraju (SP)
  20. Filipa Brunelli (PT) – Araraquara (SP)
  21. Heitor Gabriel (PODEMOS – Dialogue) – Araçatuba (SP)
    Pouco ativo nas redes sociais, Heitor participa do mandato coletivo, Dialogue.
  22. Isabelly Carvalho (PT) – Limeira (SP)
  23. Lorim da Valéria (PDT) – Pontal (SP)
  24. Myrella Soares (DEM) – Bariri (SP)
  25. Rafa Bertolucci (PODEMOS – Dialogue) – Araçatuba (SP)
  26. Rebecca Barbosa (PDT) – Salesópolis (SP)
  27. Regininha Lourenço (AVANTE) – Araçatuba (SP)
  28. ‪Samara Santana (PSOL – Quilombo Periférico) – São Paulo (SP)‬
    Poco ativa nas redes sociais, participa do coletivo Quilombro Periférico.
  29. Thammy Miranda (PL) – São Paulo (SP)
  30. Tieta Melo (MDB) – São Joaquim da Barra (SP)
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Quem é Shawn Skelly? Transexual ex-comandante da Marinha nomeada para equipe de Biden

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, nomeou a veterana trans ex-comandante da Marinha Shawn Skelly para integrar a equipe de transição junto ao Departamento de Defesa. Shawn Skelly é uma mulher transexual e fará parte da equipe responsável por avaliar o Departamento de Defesa dos EUA.

Quem é Shawn Skelly?

Shawn Skelly é licenciada em historia pela Universidade da Carolina do Sul e tem um mestrado
graduado em segurança nacional e estudos estratégicos pelo U.S. Naval War College.

A Skelly serviu na ativa na Marinha dos EUA durante 20 anos como oficial de Voo Naval, aposentando-se com o posto de Comandante.

No 2008, após sua aposentadoria na Marinha, ela trabalhou na ITT Exelis, uma empresa global aeroespacial, de defesa, informações e serviços.

No 2013 ingressou na equipe da administração Obama ocupando o cargo de Assistente do Subsecretário de Defesa para Aquisição, Tecnologia e Logística do Departamento de Defesa, atuando como coordenadora sênior da integração. Nessa função, ela era responsável por facilitar a resposta do Departamento para os pedidos de suporte urgentes dos combatentes, incluindo a luta antiterrorista  e a campanha no Afeganistão.

Posteriormente Shawn Skelly foi comissária na Comissão Militar Nacional do Serviço Nacional Público, uma comissão bipartidária de 11 membros, encarregada pelo Congresso em 2017, para revisar o sistema de seleção do serviço militar, nacional e público.

Shawn Skelly é uma mulher trans co-fundadora da @OutInNatSec, dedicada a permitir que os americanos LGBTQIA + de hoje e de amanhã continuem a servir com dignidade e respeito nas forças armadas.

Shows de rock ao vivo são vida

A ex-comandante tem uma conta no twitter @ShawnGSkelly, que não tem seguidores e na que pede desculpas aos seus poucos seguidores por tratar-se de ” apenas uma conta de stan e de indie rock ao vivo, destacando bandas e artistas que tenho visto, por meio músicas que surgiram durante minha carreira na playlist aleatória diária”

Mesma coisa no facebook, onde mantem sua conta privada e com imagens de shows de rock
https://www.facebook.com/shawn.skelly3

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Cliente mata garota de programa e deixa outra ferida em Manaus

Uma mulher que trabalhava como garota de programa na zona Leste de Manaus foi morta a tiros e amiga dela ficou ferida, durante um atentado na madrugada desta terça-feira 17/11.

O crime ocorreu por volta de 1h30 na rua Cleópatra, comunidade Bairro Novo no bairro Jorge Teixeira, e segundo a polícia de Manaus as duas moças atuavam como garotas de programa. A garota morta foi identificada até o momento apenas como Kelli e amiga dela, Naianne F. R., de 27 anos, foi baleada no braço direito e tem ferimentos no olho esquerdo provocados por estilhaços de projétil de arma de fogo.

A Naianne, que continua internada no hospital, relatou à polícia que Kelli estava conversando com o homem dentro do carro, e que ela também entrou no veículo para chamar a amiga. Em seguida as duas desceram do automóvel e foram atacadas a tiros pelo criminoso, que estava no assento de condutor do carro.

Testemunhas no local asseguram que o homem era um cliente das garotas de programa e que na semana passada teria tido o celular roubado por uma delas e com raiva de não ter conseguido recuperar o aparelho celular resolveu se vingar das mulheres.

Conforme relatos de testemunhas, o suspeito foi tentar reaver o aparelho, mas após não conseguir, tentou matar as garotas.

A garota Kelli morreu no local após ser atingida com tiros nas costas e na nuca. O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Naianne foi socorrida no local e levada para o Hospital Platão Araújo, onde segue internada em estado grave sem risco de morte.

O suspeito ainda não foi identificado, o caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros do Amazonas.

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Afinal, o que pensa Kamala Harris do trabalho sexual?

Temos visto em redes sociais avisos dos mais diversos ao respeito da opinião contraria da nova vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, ao respeito do trabalho sexual. Acompanhantes com milhares de seguidores no twitter e lutadoras a favor dos direitos das trabalhadoras do sexo alertam sobre a posição contraria da Kamala à legalização do trabalho sexual.

A equipe do Pimenta pesquisou nos principais jornais americanos, a posição da Kamala ao respeito do trabalho sexual.

Kamala tem um histórico controverso em relação ao trabalho sexual.

Os inícios

Em 2008, Kamala se opôs à Proposição K, uma medida eleitoral de São Francisco trazida por profissionais do sexo para acabar com as prisões por prostituição na cidade.

Chegou a chamar a descriminalização da prostituição de “completamente ridícula”

Kamala  justifica sua postura no passado, como resultado de sua vontade de criminalizar cafetões e clientes, o que julgava procedente na época. Ela parece ter mudado de ideia.

Luta contra os sites de acompanhantes

Kamala também não poupo esforços para fechar o Backpage.com, um site de acompanhantes americano. Ela não reconheceu a importância do site para as trabalhadoras do sexo, enfatizando que deveria ser impedido de receber anúncios que pudessem fazer propaganda de menores.

Como procuradora geral da Califórnia, Kamala tentou processar os donos de sites de acompanhantes, alegando que operar um site onde profissionais do sexo publicam anúncios era equivalente a lenocínio. No Senado, desempenhou um papel na elaboração de uma legislação para atingir o Backpage, com base no fato de que o site estava supostamente envolvido com tráfico de pessoas.

As trabalhadoras do sexo se opuseram à campanha para fechar o Backpage – não para defender o Backpage, mas para defender sua segurança. Elas disseram que o site oferece uma plataforma para que eles tenham mais controle sobre as condições de seu trabalho. Após muito debate, ficou claro que o fechamento de tais sites torna muito mais difícil ajudar as pessoas que enfrentam o perigo no mercado do sexo. Como as profissionais do sexo previram, a lei levou os sites a fecharem suas portas e recusarem anúncios e outros conteúdos dessas profissionais, incluindo discussões sobre segurança no local de trabalho e organização política.

Com as políticas apoiadas por Harris, as trabalhadoras do sexo ficaram mais marginalizadas e mais vulneráveis.

Nova geração de candidatos políticos

A raiz dos protestos nacionais de trabalhadoras do sexo contra o SESTA / FOSTA em junho de 2018 apareceu uma nova geração de candidatos políticos, como a senadora do estado de Nova York Julia Salazar (D) e a deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez (DN.Y.), que oferecem seu apoio para a descriminalização das trabalhadoras sexuais em suas próprias plataformas.

Mas, apesar da aparição de novos políticos com projetos sobre descriminalizar os serviços de sexo entre adultos que consentiram, não estava claro se a Kamala Harris estava realmente comprometida com tal posição.

Declarações no mês de março 2019

Numa entrevista realizada o passado 2 de março de 2019, Kamala Harris se tornou a primeira candidata presidencial dos EUA a declarar publicamente que apóia a descriminalização do trabalho sexual. Na entrevista foi questionada: “Você acha que o trabalho sexual deve ser descriminalizado?” Ela respondeu : “Acho que sim. Eu vou descrinalizar.” Mais tarde, ela acrescentou que “quando você está falando sobre consentimento entre adultos, acho que devemos realmente considerar que não podemos criminalizar o comportamento consensual, desde que ninguém esteja sendo prejudicado”.

É a primeira vez na história dos Estados Unidos que um candidato a este cargo tenta agradar ao público apoiando os direitos das trabalhadoras do sexo.

Recentemente durante a campanha, Kamala Harris também prometeu agir contra os alarmantes índices de violência contra mulheres trans , afirmando que deve haver “consequências mais graves e responsabilidade aos culpados”.

Organizações de direitos LGBTI+

A descriminalização do trabalho sexual se tornou uma pauta importante entre organizações de Direitos LGBTI+, já que um número desproporcional de pessoas trans atuam como profissionais do sexo devido a falta de oportunidades e marginalização às quais são submetidas em outros trabalhos.

Assim como em questões de direitos trans, Kamala também tem um histórico controverso em relação a trabalho sexual e policiamento, dois temas que envolvem em peso a população trans, ainda tão atrelada à marginalidade.

Kamala Harris, a nova vice-presidente eleita, tem um forte histórico de luta pelos direitos LGBTI +

Kamala Harris e o trabalho sexual hoje

Hoje, Kamala Harris vê a situação com outros olhos e diz apoiar a descriminalização do trabalho sexual, o que antigamente era contra.

Seria genuinamente importante se Kamala estivesse definitivamente dando seu apoio à descriminalização TOTAL do trabalho sexual removendo as penalidades criminais contra as pessoas envolvidas no comércio de sexo e seus clientes. Mas, apesar da discussão sobre descriminalizar os serviços de sexo entre adultos, não está claro se ela está realmente comprometida com tal posição.

A postura de Kamala sobre a descriminalização das trabalhadoras sexuais fica aquém das exigências da classe.

A postura de Kamala é menos clara e comprometida do que a das legisladoras de Nova York. Mas, para uma político entusiasta como Kamala, sequer lançar a ideia de apoiar a descriminalização representa uma grande vitória para as trabalhadoras do sexo.

Seu apoio declarado pode até ser devido à visibilidade e poder político que as trabalhadoras do sexo alcançaram, tudo na esteira das tentativas da mesma Kamala em fechar os locais que elas costumavam trabalhar. A vida da muitas voltas 😉

Fontes: https://www.washingtonpost.com/opinions/2019/03/02/kamala-harris-brought-sex-work-into-spotlight-heres-what-she-should-do-next/

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Após dar calote de R$850 em boate, homem apanha e acaba seminu na rua

Um homem andando seminu pela avenida JK foi preso após tentar dar calote em garotas de programa. Suspeito consumiu R$850 em drinques e serviços de sexo, mas não quis pagar. As meninas bateram e tiraram a roupa dele que teve que fugir seminu.


Aconteceu o passado domingo, após andar seminu pela avenida JK, no bairro Jardim Paulistano, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
De acordo com a PM, o suspeito foi a uma boate da cidade, consumiu vários drinques e contratou serviços sexuais com dos garotas de programa, com as que passou a noite no local. De manhã, quando acordou, ele tentou sair sem pagar, mas foi agredido e teve as roupas arrancadas pelas garotas de programa.

Um patrulhamento flagrou o homem sem as roupas e cobrindo o bilau com uma toalha de rosto. Ao ser abordado, o homem disse que tinha sido agredido por prostitutas.

Quando os militares chegaram à boate, responsáveis no local informaram que o homem tinha passado a noite lá, consumido vários drinques e feito dois programas sexuais. A conta dele deu R$ 850, mas, na hora de pagar ele tentou fugir. Duas garotas de programa se revoltaram, agrediram o homem e tiraram a roupa dele.

As duas mulheres responsáveis pela falta de roupa do caloteiro, foram conduzidas a Delegacia de Polícia Civil por agressão e para prestar depoimentos. Trata-se de duas mulheres de 24 e 34 anos, que trabalham no local. Já o homem foi levado preso em flagrante por atentado ao pudor e estelionato.

Fonte: https://www.otempo.com.br/cidades/homem-tenta-dar-calote-em-prostitutas-apanha-e-acaba-nu-no-meio-da-rua-em-mg-1.2407332

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Pimenta.Club aceito no theporndude.com

Faz tempo que o Pimenta.Club está em contato com Geoffrey Celen, personagem responsável pelos conteúdos do Theporndude.com, um dos diretórios de sexo mais tradicionais do planeta.

Nossa intenção era aparecer na lista dos melhores sites de acompanhantes no Brasil.
A equipe do Pimenta foi atrás e após mostrar nossas anunciantes e nosso trabalho no blog, Geoffrey decidiu analisar nosso site.

Veja a seguir a sua avaliação do nosso site.

Acerca do Pimenta.Club

O Pimenta.Club é um site brasileiro que oferece serviços de encontros online para acompanhantes profissionais do sexo. No site você encontra anunciantes para sexo ou para ser sua companhia em festas, jantares e outras ocasiões especiais. É importante ter em conta que o site não é uma agência, pelo que não se envolve no processo de mediação.

Já te passou pela cabeça passar alguns momentos eróticos com alguma garota de programa?

O Pimenta.Club tem um blog onde publica frequentemente notícias e fofocas da classe de profissionais do sexo no Brasil: https://blog.pimenta.club. O Pimenta.Club também está envolto ativamente na luta pelos direitos das profissionais do sexo, apoiando iniciativas de associações não governamentais e políticas para o reconhecimento dos direitos da classe das trabalhadores sexuais.

Navegação e design

Embora eu não apelidasse o design deste site como bonito, vou arriscar dizer que é um site moderno. Às imagens d@s modelos, são apelativas, naturais e sensuais. O site carrega-se rápido e todas as imagens são em pequeno formato, o certo para visualização no celular.

Na barra do menu superior a esquerda, tens uma secção para ajudar-te a localizar as acompanhantes na tua cidade. O site segmenta por mais de 100 cidades no Brasil em varias categorias: acompanhantes mulheres, acompanhantes homens, acompanhantes transex/travestis, sexo gay, encontros casuais e outros.

O que eu gosto neste site

O site é gratuito e há mais de 7500 acompanhantes neste site, e a maioria são muito bonitas e atraentes. Todas estas bonecas são profissionais do sexo e fornecem informações de contato nas suas páginas de perfil, assim como descrições curtas (as anunciantes premium também podem desfrutar um área privada para se comunicar com os clientes).

As funcionalidades de pesquisa disponíveis são simplesmente surpreendentes, e não sucede o mesmo que em alguns outros sites onde te sentes que estás dentro de um labirinto; tudo está bem estabelecido (explicado e esclarecido).

O carregamento é rápido.

Recomendações para este site

O site devia incluir todas as informações básicas sobre as acompanhantes, e também uma secção para os utilizadores deixarem críticas, para ganhar a confiança de clientes potenciais.

Conclusão

Se procuras uma acompanhante em solo brasileiro, então não podes deixar de visitar o Pimenta.Club, que facilitará a tua vida, tornando tudo mais simples!

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Com roteiro que aborda a prostituição, padre de SP lança video-clip

Natural de Sena Madureira, no interior do Acre, o padre Denis-Ricard lançou seu novo video-clip no Youtube com um conteúdo diferente e bem mais ousado do que acostuma-se ver no mundo do Gospel.

Dirigido pelo próprio padre, o clipe intitulado “Pra onde foram os bons?”, tem um roteiro que aborda a prostituição e a discriminação que sofrem as garotas de programa por parte dos religiosos.

“A inspiração surgiu após meditar sobre uma frase do Papa Leão XIII que diz: ‘A audácia dos maus, se alimenta da covardia e da omissão dos bons’.

Segundo declaraçoes do padre, “é um grito que busca tocar a alma e convence-la a sair de uma vida cristã de aparências e assumir o real seguimento de Jesus Cristo. A história que ali contamos são situações que já vivi, e mostra como precisamos amadurecer para não limitar a ação salvadora que a todos quer alcançar” contou Padre Denis.

O clipe foi lançado na terça-feira (23/10), pelo Instagram do padre @padredenisricard.

O portal ContilNet conversou com o Padre Denis-Ricard, que contou um pouco dos detalhes da produção e criação. Veja aquí a entrevista.

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Valorização e Respeito. A luta das profissionais do Sexo CUT-SP

Próxima terça feira dia 27 de outubro, por mediação de Marcia Viana, e com a participação de Carol Bonomi (@BonomiCarol) e Betânia Santos.

Um tema polêmico, mas importante: como está a situação durante a pandemia, com mulheres e homens que trabalham como profissionais do sexo?

Não percam, próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00 horas nos canais da CUT-SP.

Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT em São Paulo realiza uma live para discutir os desafios e problemas das profissionais do sexo em meio à pandemia do coronavírus.

Canais da  CUT-SP

Marcia Viana, a mediadora do debate, participa da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT em São Paulo, e junto a ela participam no debate a cientista política e especialista em história do movimento de prostitutas do Brasil, Carol Bonomi, e a profissional do sexo e presidente da Associação de Mulheres Guerreiras, Betânia Santos.

 

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População trans também pode ser afetada pelo câncer de mama

As dores no seio já vinham de tempos quando a artista plástica e maquiadora Maya Braga, 39, começou a se preocupar que aquele fosse um sintoma de câncer de mama. Em uma consulta com um endocrinologista, ela quis saber se o uso de hormônios femininos feito por ela e por outras mulheres transexuais poderia aumentar os riscos de incidência da doença. A reação do médico lhe causou surpresa: “Ele disse que não tinha conhecimento sobre o assunto e que até achou interessante, porque eu era a primeira paciente que fazia essa pergunta”, comenta. Já João Maria, 29, membro da Academia Transliterária, reconhece que só ouviu falar sobre os riscos de tumores no tecido mamário em homens trans porque trabalha diretamente com a criação de políticas públicas para essa população. “Não é uma informação que encontramos facilmente”, cita.

A experiência deles é emblemática de uma realidade de invisibilidade que travestis e transexuais enfrentam também em relação ao acesso a serviços de saúde. “Estamos falando de uma fatia da população que é desconhecida para a maioria dos médicos e que não é alcançada por pesquisas e estudos em saúde”, avalia Tereza Cristina Ferreira de Oliveira, responsável técnica pelo setor de mamografia e radiologia intervencionista da Redimama. Ela observa que há uma carência de informações sobre esse grupo social.

“Faltam desde dados científicos até conhecimento sobre como acolher pacientes trans”, cita Tereza Cristina.

Entre as pesquisas sobre o tema, uma investigação publicada no periódico “The Journal of Sexual Medicine”, em 2013, analisou a ocorrência de câncer de mama entre transexuais de 18 a 80 anos com exposição a terapias hormonais com duração entre cinco e 30 anos. O estudo indicou que, no caso de mulheres trans, a incidência anual da doença foi estimada em 4,1 por 100 mil pessoas e, no caso de homens trans, em 5,9 por 100 mil. As taxas estimadas no artigo são superiores às registradas em homens cisgênero, em que a incidência é de cerca de 1 por 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde. Por outro lado, a ocorrência de câncer de mama em pessoas trans é significativamente menos frequente do que em mulheres cis. Considerando apenas esse recorte populacional, foram registrados, no ano passado, 59,7 mil diagnósticos novos da doença, o que representa uma taxa de ocorrência de 51,29 casos por 100 mil, informa o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Alertando que o número de pessoas que participaram do estudo e a duração da exposição ao hormônio são limitados, o artigo sinaliza que “a administração de hormônio não parece aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de mama em indivíduos transexuais”. No entanto, outra investigação concluiu que, apesar de os riscos absolutos serem considerados baixos, a ocorrência de câncer de mama aumentou durante um período relativamente curto de tratamento hormonal em mulheres trans. O estudo ainda detalha que as características da doença eram semelhantes a um padrão mais feminino.

Publicada na revista científica “The BMJ” em 2019, a pesquisa identificou, em uma população de 2.260 mulheres transgênero, 15 casos de câncer de mama e, entre 1.229 homens trans, quatro diagnósticos positivos. Segundo os pesquisadores, as chances de desenvolvimento de carcinomas em trans femininas seria 46 vezes maior em relação a homens cisgênero, mas significativamente menor em relação às mulheres cis. A recorrência da doença entre trans masculinos seguiu o mesmo padrão: é mais comum em comparação a homens cis e menos em comparação a mulheres cis.

FALTA DE INFORMAÇÕES AUMENTA RISCOS DE AGRAVAMENTO DA DOENÇA EM PESSOAS TRANS
Mesmo que as pesquisas verifiquem um risco menor para essa parcela da população, a radiologista Tereza de Oliveira teme que a falta de informação sobre a necessidade de prevenção ao câncer de mama e os obstáculos enfrentados por pessoas trans para ter acesso a serviços de saúde se tornem uma barreira levando ao agravamento do quadro clínico desses pacientes. “A maioria não sabe que pode vir a desenvolver a doença e, por isso, o diagnóstico pode ser feito apenas muito tardiamente. E, se o tumor já está em estágio avançado, o prognóstico tende a ficar comprometido”, diz. Neste sentido, vale lembrar que, quanto mais precoce for feita a detecção e iniciado o tratamento, melhores são as chances de cura. Sabe-se que, se tumor estiver no estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%. Mas, para que o problema de saúde seja tratado com eficácia, é fundamental que hospitais e clínicas estejam preparados para receber esse público, o que não é uma realidade.

“Muitas dessas pessoas evitam consultórios por conta de constrangimentos, que já começam na recepção: se a identidade não foi retificada, correm o risco de serem chamadas pelo nome que está no documento, e não pelo nome social”, observa Tereza, sublinhando que, no caso das trans femininas, o uso de óleos minerais ou parafina para aumentar o tamanho dos seios prejudica o rastreamento da doença – tanto em exames de toque quanto nos de imagem. Diante dessa realidade, a especialista em diagnóstico de tumores por imagem das mamas passou a incluir nos cursos que ministra dados sobre a incidência e as medidas de prevenção recomendadas para essa parcela da população. Ainda assim, ela acredita que o esforço é insuficiente. Tereza observa que ações de conscientização devem ser mais amplas, estimulando que pessoas travestis e transexuais sejam incluídas nas políticas de saúde preventiva.

“Em 30 anos de atendimento clínico, recebi apenas duas pacientes trans. Sempre que converso com colegas de outros Estados, noto que a realidade é parecida. É um número insignificante, que mostra como o acesso aos serviços de saúde é mais precário para esse grupo social”, argumenta, lembrando ainda que boa parte dessas pessoas estão em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Para se ter uma ideia, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a prostituição é a única fonte de renda de cerca de 90% dessas pessoas.

‘NÃO TEMOS TEMPO DE VIDA PARA ADOECER’
Para Rhany Merces, 35, coordenadora do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros em Minas Gerais (Fonatrans), a falta de pesquisa e de acolhimento adequado reflete uma situação de descrédito e de estigma em relação a esse grupo social. “Não podemos ignorar o fato de existir uma transfobia estrutural, que sempre tenta nos colocar à margem”, argumenta.

Além disso, ela reflete que a baixa expectativa de vida reduz as chances de investigações mais sólidas, de forma que ainda são pouco conhecidos os problemas de saúde mais recorrentes na população trans e idosa. Para se ter uma ideia, segundo a Antra, mulheres trans vivem apenas 35 anos, em média. “Não temos tempo de vida para adoecer”, resume a militante ao lembrar que o câncer de mama, por exemplo, é mais incidente a partir dos 50 anos.

Rhany também critica a ausência de campanhas de conscientização sobre a cuidados em relação ao câncer de mama voltadas para a população trans. Algo que a Antra já vem questionando. “Infelizmente, a falta de representatividade nas campanhas de conscientização também faz com que pessoas trans não procurem ou não saibam da necessidade da prevenção contra o câncer de mama, que é suscetível a pessoas de qualquer gênero. Não debater significa não reconhecer esta questão, esta possibilidade”, lê-se em nota da entidade sobre o tema.

Câncer de mama em homens e mulheres trans

Além do risco de desenvolvimento de tumores na mama inerente a todo ser humano que possui glândula mamária, médicos temem que o uso de hormônios sem acompanhamento de profissionais – uma realidade para muitas pessoas trans – possa ampliar as chances de ocorrência da doença. Embora não existam pesquisas específicas sobre o tema, alguns profissionais da medicina lembram que há evidências de que a terapia de reposição hormonal feita durante a menopausa em mulheres cis aumenta a incidência de câncer de mama neste público.

No caso de homens trans, o procedimento de mastectomia subcutânea – pelo qual se chega ao desenho de um tórax com aspecto masculino – reduz a chance de surgimento de tumores, mas não anula as possibilidades de a doença se desenvolver. Isso porque a retirada pode não ser completa e o tecido residual pode ser acometido pelo câncer. Por isso, assim como aqueles que optaram por não fazer a cirurgia de retirada da mama, os que fizeram a retirada parcial devem estar atentos ao surgimento de nódulos na região.

Recomendações.
A Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia recomendam que pessoas trans adotem uma postura preventiva em relação à doença, estando em alerta no caso de perceberem a presença de nódulos nos seios. É importante lembrar que o uso de parafina e de óleos naturais para aumentar o volume do órgão costuma camuflar esses pequenos carocinhos, reduzindo as chances de identificação da doença. De acordo com as entidades:

  • Mulheres trans e travestis com mais de 50 anos que fizeram uso de hormônios por mais de 5 anos devem realizar mamografia a cada 2 anos;
  • Homens trans que não retiraram as mamas devem realizar mamografia anual a partir dos 40 anos;
  • Homens ou mulheres trans que têm história familiar de câncer de mama devem ser avaliados individualmente e realizar exames preventivos conforme orientação médica;
  • Homens trans que retiraram completamente a mama não precisam fazer mamografia, mas aqueles em que a retirada foi parcial devem realizar os exames.

Mais prevenção.
A radiologista Tereza de Oliveira reforça que, para além dos exames de câncer de mama, homens trans, assim como mulheres cis, devem realizar exame preventivo de colo do útero; e o exame do toque, para identificar a saúde da próstata, deve ser feito não só por homens cis como também por mulheres trans.

Ambulatório especializado.
Inaugurado em Belo Horizonte no ano de 2017, o Ambulatório de Saúde Integral da População de Travestis e Transexuais, mais conhecido como Ambulatório Trans Anyky Lima, que funciona no Hospital Eduardo de Menezes, ligado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), oferece assistência gratuita, efetiva e multidisciplinar especificamente para pessoas trans.

Foi por meio do atendimento neste espaço que a artista plástica Maya Braga conseguiu ser atendida por um endocrinologista e iniciar um processo de terapia hormonal adequadamente. Antes disso, desde os 23 anos, ela fazia aplicações das substâncias por conta própria. “Cheguei a usar até seis tipos de hormônios”, revela.

Fonte: https://www.otempo.com.br/interessa/outubro-rosa-populacao-trans-tambem-pode-ser-afetada-pelo-cancer-de-mama-1.2402226

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Travesti de Sorocaba é presa por extorquir garotas de programa

Transexual de 43 anos, é presa suspeita de extorquir garotas de programa em Sorocaba

Uma travesti suspeita de extorquir garotas de programa foi presa na manhã desta terça-feira (20), em Sorocaba (SP). O mandado de prisão, busca e apreensão foi cumprido na Vila Lucy. Conforme o delegado José Humberto Urban Filho, a transexual deve ser encaminhada, primeiramente, à Cadeia Pública de São Roque e, após, à Penitenciária de Votorantim.

Segundo o delegado, a suspeita cometeu o crime contra diversas garotas de programa, exigindo pagamento pelo ´uso do ponto´ em que atuavam, alegando ser de sua propriedade. O pagamento era uma parte percentual do valor arrecadado com os programas. A travesti ameaçava as garotas usando arma de fogo ou faca, e exigia que as vítimas pagassem taxa para desempenhar as atividades.

Com medo, as garotas de programa acabavam pagando uma porcentual da cachê pelo ponto

Segundo a PC, ela ameaçava as garrotas com violência física e exigia o pagamento pelo “uso do ponto”, alegando ser dona.

Travesti é presa suspeita de extorquir garotas de programa em Sorocaba (SP) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após o primeiro registro do crime, efetuado por meio da Delegacia Eletrônica, os policiais civis conseguiram, durante o trabalho de investigação, chegar até a acusada.

De acordo com a PC, a investigação foi iniciada há cerca de três meses, mas a suspeita cometia os crimes há pelo menos um ano. A suspeita foi encaminhada para o 3º DP de Sorocaba, onde permaneceu à disposição da Justiça.

O trabalho da Polícia Civil prossegue, no sentido de identificar mais vítimas, bem como se há outras pessoas envolvidas com as práticas criminosas.

 

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Garota de programa, usa fotos de Mc Mirella num site de acompanhantes da Itália

A funkeira Mc Mirella, confinada no programa da TV Record A Fazenda 12, deu o que falar este semana por ter sido “hackeada” em um site de garotas de programa em Milão, na Itália

Mc Mirella, como um dos maiores destaques de A Fazenda 12

Segundo a jornalista Fábia Oliveira, do Jornal O Dia, uma amiga que vive na Europa ficou perplexa ao ver as fotos da cantora oferecendo seus serviços num site de acompanhantes na Itália, sabendo que ela está confinada no reality show da Record há mais de um mês.

Foto Mc Mirella no Twitter

Na verdade, uma garota de programa brasileira de 25 anos, afincada em Milan, utiliza as fotos de Mc Mirella e oferece serviços sexuais para pessoas do sexo masculino e feminino. Sendo assim, aproveitando que a famosa está dentro de A Fazenda 12, ela faz sucesso em Milan, sendo uma das mais buscadas pelos clientes na hora de brincadeiras adultas.

A garota “substituta”, se deu bem e contrato o plano Top Premium do aplicativo

Aparentemente, ninguém ainda reclamou sobre o “golpe” dado pela garota de programa, já que, mesmo se passando por Mc Mirella para conseguir cativar os clientes, ela não foi banida do sistema de registrados, e ainda foi aceita no plano Top Premium.

A falta de denuncias, pode ser um dos motivos para a garota continuar on-line, mesmo com a dificuldade para confundir as tatuagens no corpo da Mc Mirella.

No que respeita ao sua andadura na televisão, Mc Mirella continua fazendo sucesso. Na última semana o público que acompanha A Fazenda se revoltou com os comentários machistas dos participantes sobre MC Mirella. No Twitter, levantaram a tag “Mirella Merece Respeito” após declaração de Lipe Ribeiro dizendo que a funkeira dá em cima dele.

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Nikole Mitchell, conheça a pastora que virou Sex Worker

A pastora que virou Sex Worker

Iria receber milhares de dólares para fazer um programa, e para mim tudo bem, mas então o Covid bateu e o programa foi cancelado.

Tendo crescido em uma família batista estrita, esperava-se que Nikole Mitchell fosse quieta, reservada e doce. Mas seus sonhos não eram tão conservadores. Desde muito jovem, ela fantasiava ser uma stripper”, e agora trabalha como modelo erótica no OnlyFans,

“Fui doutrinada a acreditar que meus desejos e meu corpo eram pecaminosos e maus por natureza.” falou numa entrevista no NY Times. Então, em vez de perseguir seu sono de ser estripper, a mãe de três filhos apostou tudo na religião  e se tornou uma pastora. Mesmo assim, ela sempre foi rebelde aos olhos de sua família.

“Aprendi que as mulheres não podem liderar e que as mulheres devem estar na cozinha e com as crianças”, disse Mitchell, “Portanto, embora isso fosse contra tudo o que me disseram, decidi me tornar [pastor] por causa do meu desejo exibicionista.”

Em 2011, Mitchell, junto com seu agora ex-marido, juntou-se à Woodland Hills Church – uma megaigreja evangelista em St. Paul, Minnesota – que abriu seus olhos para a possibilidade de igualdade de gênero dentro da fé.

Todos os domingos, Mitchell era a primeira da fila a fazer uma pergunta ao pastor após o sermão e em pouco tempo ofereceram um posto de pastor. “Estar no palco na frente de milhares de pessoas – era isso que eu sonhava há anos.”

Ansiosa por subir na hierarquia, Mitchell – que também criava três filhos agora com 10, 7 e 4 anos – conseguiu uma vaga como pastor semanal em 2016.

Mas a verdadeira identidade de Mitchell começou a se revelar quando ela assistiu a uma apresentação de teatro voltada para LGBT no final de 2016.

“Eu estava tipo, ‘Oh meu Deus, eu acho que não sou hétero‘ e isso abalou meu mundo”, disse Mitchell, que agora se identifica como bissexual e pansexual. “Eu sabia que se revelasse minha estranheza, perderia tudo porque a igreja não acolhe pessoas LGBTI+.”

De repente, ela se sentiu como se estivesse vivendo “uma vida muito dúplice” e lutou para manter sua sexualidade em segredo. Então, depois de dar seu primeiro sermão de fim de semana de grande público de 4 de julho de 2017, Mitchell deixou a igreja para sempre.

“Eu simplesmente nunca apareci de novo,” ela disse.

Diante da reconstrução de sua vida, ela se perguntou o que viria a seguir. Alguns meses depois, Mitchell saiu publicamente em um vídeo confessional no YouTube postado em suas plataformas de mídia social.

“Comecei a seguir a esposa do meu coach [no Instagram] que estava fazendo modelagem de lingerie”, disse Mitchell. “Eu fui meio desencadeada por isso. . . mas também fui magneticamente atraída. ”

Mitchell sabia que ela queria se aprofundar em seus próprios desejos sexuais e se inscreveu em uma aula chamada “Sexpress You”.

Em seguida, ela se juntou a um fotógrafo para fazer sua primeira sessão de fotos nuas.


“Chorei porque nunca me senti mais santa e sagrada em minha vida”, ela relembrou sobre a filmagem. “Nunca me senti mais sexy e livre do que antes.”

Emocionada com sua nova vocação como stripper e modelo erótica, Mitchell lançou uma conta no OnlyFans onde posta seus trabalhos.

Mitchell se mudou para Los Angeles em agosto de 2019 e se divorciou do marido em junho, mas hoje, Mitchell está mais feliz do que nunca.

“Cada pessoa tem o direito de se expressar da maneira que for melhor para ela e é assim que isso é bom para mim”, disse ela.

E embora seus dias de pregação possam ter ficado para trás, despir-se, para Mitchell , é igualmente sagrado.

“Minha sexualidade é incrivelmente curativa e sagrada”, disse ela. “E quando eu dou este presente às pessoas, isso as abençoa.”

“Eu comecei muito devagar postando apenas fotos de topless, mas agora estou no ponto em que levo pedidos pessoais e faço vídeos sob medida para os desejos específicos das pessoas”, disse Mitchell, que também trabalha como coach de vida e oferece cursos como “How to Unf – – k Yourself” sobre como ser você mesmo.

Fonte: https://nypost.com/2020/09/23/this-bisexual-pastor-turned-stripper-has-never-been-happier/

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Senhorita Bira e o algoritmo da imagem

Uma jovem estudante de 24 anos, conhecida na mídia como Senhorita Bira, dá aulas de sociologia no seu canal do Youtube  (algoritmodaimagem) com muito bom humor, palavrões, gírias e referências de series da televisão e da cultura pop.

Senhorita Bira costuma lançar seus vídeos com um intervalo de tempo de um mês, sem disparar vídeos atrás de vídeos. Você não quer quantidade, você quer qualidade.

Cada uma das aulas de 30 minutos, são preparadas com base nos seus conhecimentos adquiridos na Universidade Federal do ABC, onde cursa Políticas Públicas, e também durante a sua vida como garota de programa trans e como cuidadora de crianças, pelo qual recebia menos de um salário mínimo.

Eu não tô bem, não. Vou te falar bem a verdade!

Veja seu último trabalho: A GAIOLA DE OURO

“As celebridades são cultuadas como seres quase divinos. Suas trajetórias de sucesso são explosivas e aparentemente inexplicáveis. Disso, surgem rumores que remotam à Antiguidade. Será possível que aquela cantora famosa tenha alguma parte com entidades sobrenaturais? Será que é esse o preço da fama? Afinal, todos querem morar em Hollywood! Madonna já nos cantava: como pode machucar você se parece ser tão bom?”

Acompanhe Senhorita Bira no instagram e Senhorita Bira no Twitter

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Rei do pornô espanhol, multado por organizar bukkake com 50 pessoas na pandemia

Polícia interrompe as filmagens do conhecido empresário que não possuía as autorizações necessárias e não cumpria as medidas mínimas de higiene e distanciamento social.

Cinquenta pessoas estiveram em um local de Madri para gravar um vídeo pornográfico quando foram “pegos em flagrante, literalmente”.

Entre os três responsáveis ​​pelos locais que serviram de cenário, está um velho conhecido do mundo do pornô, Ignacio Allende, mais conhecido como Torbe, considerado ou rei da pornografia na Espanha.

“Crime contra a saúde pública !!”, era o título do panfleto improvisado

O famoso Torbe, convocou uma festa trimestral no local da sua empresa Puta Locura, que administra o site https://www.putalocura.com/ , um dos mais visitados na Espanha. A quantidade de participantes solicitada era de 50 pessoas e a gravação era destinada a um site pornográfico. Na verdade, os agentes encontrarão “práticas sexuais em massa” para serem posteriormente distribuídas como um filme adulto de Bukkake.

Uma vez no local, agentes verificaram que não existiam autorizações necessárias para tal atividade e não se cumpriam as medidas higiênicas mínimas impostas em Madrid com o atual estado de alarme pandêmico.
Os participantes da suruba assim como as garotas de programa contratadas foram inocentados, e a polícia iniciou um processo de sanção contra os três organizadores.

Os indiciados são três espanhóis com idades entre 51, 45 e 24 anos, o mais velho o conhecido Torbe, com uma longa história de problemas com a lei. Ele foi preso por abuso infantil em 2016, e passou sete meses em prisão preventiva.

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Garotas de programa Notícias

Mulher é estuprada e roubada após recusar programa com cliente

O caso aconteceu em Juína, distante 760 km de Cuiabá, em uma “zona de prostituição” no Bairro Módulo 5 por volta da meia noite.

Uma profissional de sexo de 31 anos foi estuprada e roubada no início da madrugada após se recusar a fazer um programa com um cliente.

Segundo relato da mulher, o suspeito, um homem moreno, de porte médio, calvo, com um boné preto, calça jeans preto, camisa azul escura e botas, chegou até a zona em que ela trabalha e disse que queria contratá-la para um programa sexual.

Ele, no entanto, afirmou que só teria dinheiro quando o dia amanhecesse. Ela, então, negou-se a fazer o programa.

Porém, como a mulher estava sozinha, ele tomou o celular dela, a enforcou, a levou para um quarto e a estuprou. Após o abuso sexual, o suspeito ainda roubou várias carteiras de cigarro do local da vítima, whisky, catuabas, R$ 400 em dinheiro e o celular que a mulher usava no seu trabalho.

“Ele quebrou alguns móveis do local, tentou arrombar a porta dos fundos e a do lado, arrombou a da frente e fugiu em uma bicicleta cor de rosa”, afirmou a vítima.

A vítima acionou a P.O. que acudiu ao local. Ela relatou que trabalhava como garota de programa e explicou o caso. A polícia ouviu o caso e realizou rondas em busca do suspeito, mas não o encontrou. O caso foi registrado como roubo e estupro.

Fonte: https://olivre.com.br/prostituta-e-estuprada-e-roubada-apos-recusar-programa-com-cliente

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Como fazer cadastro do Pix? O que é PIX e como funciona

Já está liberado o cadastro das chaves PIX nos Bancos.

Poucos dias atrás anunciávamos no nosso blog que o novo sistema PIX facilita pagamentos pelo celular e que ia se tornar uma ferramenta importante para os que usam cartão como forma de pagamento pelos seus serviços.

O cadastro em todos os Bancos é semelhante, se você aprender a fazer em um deles, saberá como fazer em todos.

O pagamento de serviços de acompanhantes no Brasil ficou mais fácil com o novo PIX lançado pelo Banco Central. Sistema promete custo R$0 para substituir as maquininhas de cartão, item habitual no bolso de toda garota de programa.

A partir das 6h30 de 16 de novembro o sistema começará a funcionar!

Selecionamos um vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando como exemplo o Nubank.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Inter.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando a Caixa Econômica Federal.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Banco do Brasil.

Assim que o sistema começar a funcionar vamos procurar mais informações!

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Garotas de programa Notícias

“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher”. Garota é condenada após tentar extorquir cliente

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão unânime, manteve condenação a uma garota de programa de Florianópolis por crime de extorsão. A mulher deverá cumprir quatro anos de reclusão em regime aberto.

Segundo as investigações da PC, a vítima conheceu a ré ao ir em uma boate com colegas de trabalho e clientes e, tempos depois, passou a receber ameaças no WhatsApp. Nas mensagens a garota de programa exigia o deposito de uma quantia para ficar calada.

Segundo a investigação, o homem pagou o primeiro valor exigido e, no dia seguinte, passou a receber novas intimidações

Como dessa segunda vez ele se recusou a fazer o pagamento, a garota de programa entrou em contato com a esposa da vítima e deu sua versão dos fatos.

De acordo com declarações do homem que efetuo a denúncia, no dia do encontro com a garota, seus colegas e clientes contrataram os serviços de acompanhantes sexuais, enquanto ele ficou conversando com amigos. Ele relatou que a acusada estava próxima e acredita que alguma das outras acompanhantes ou seus colegas, tenham passado seu telefone para ela.

Segundo o relator, as ameaças de WhatsApp trocadas entre a garota de programa e o denunciante demonstram que a apelante queria receber valores da vítima em troca de seu silêncio em relação ao fato de frequentar lugares de moral duvidosa.

Ameaças da garota

“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher, vou contar o que aconteceu no Facebook”, foram algumas das mensagens.

Na análise do caso, o juízo de 1º grau julgou procedente a denúncia do MP, condenando a acusada às penas de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, e 10 dias-multa.

O desembargador Antônio Zoldan da Veiga, relator da apelação da ré, anotou no voto que das mensagens de texto trocadas no WhatsApp é possível extrair as ameaças, conduta necessária para a adequação típica ao crime de extorsão.

“As ameaças, inclusive de morte, perpetradas pela apelante caracterizam o ilícito, uma vez que estas foram realizadas com a finalidade de fazer com que a vítima lhe depositasse valores em sua conta. (…)