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As chaves para o sucesso de uma acompanhante de luxo

“Sou uma empresária. Trabalhei muito, persegui oportunidades e explorei meus talentos ” Svetlana era uma acompanhante de alto nível nos Estados Unidos e ela fala claro sobre seu trabalho

Mas a história de Svetlana é, antes de tudo, a de uma empresária que conseguiu ir longe. “Trabalhei muito, mas depois que comecei a trabalhar sozinha, trabalhei duro para mim mesma e para mais ninguém.”

Lição número um: “Seja uma boa empresária”
Tem que ter clareza sobre o aspecto positivo do capitalismo. Segundo ela, é o que acontece quando você decide cobrar 2.000 dólares por hora pra atender casais, “não porque o trabalho é mais complicado, mas simplesmente porque eles pagam“.

Para ganhar dinheiro, você tem que gastar dinheiro
Se foi ela que chegou ao 1% das acompanhantes Top, e não outra pessoa, foi justamente porque investiu em si mesma. Ela gastou dinheiro em publicidade, fotógrafos profissionais, promovendo seus anúncios em sites de acompanhantes e páginas de namoro (até cerca de U$D 4.000 por mês) e alugando um apartamento numa área privilegiada (U$D 3.000 em Manhattan). Enquanto isso, o resto das colegas teve que se contentar com os clientes menos exigentes que, ao mesmo tempo, são os mais perigosos. Uma dica: a maioria dos clientes deseja sentir uma conexão pessoal com a acompanhante. Por isso, ela definiu seus personagens com detalhes, o que os deixa mais confortáveis.

Oferece valor agregado
Svetlana leva as mãos a cabeça vendo como algumas das suas colegas acompanhantes cobram apenas US $ 400. “Não sei se é porque elas são estúpidas ou preguiçosas ou porque não levam seu trabalho a sério…hoje você pode dormir com uma estrela pornô por US $ 2.000”. Para evitar cair nesse grupo e eliminar a forte concorrência você tem que fazer a diferença. “Se você quer ganhar dinheiro como acompanhante, tem que oferecer algo especial.” No seu caso, “compreensão”. “Mesmo com os caras com quem ela estava por três ou quatro horas, o sexo durava apenas quinze minutos ”, explica. O importante é que o cliente sinta que tem todo o tempo do mundo para bater um papo, mesmo que não tenha. Esta é a parte “delicada” do trabalho.

Trabalhe para você
A acompanhante qualifica como “míope” a decisão de trabalhar com uma agência, pois isso a obriga a trabalhar muito mais pelo mesmo dinheiro e, além disso, abrir mão da escolha. Essas agências podem levar 30%, 50% no caso de massagens.

Como tratar o cliente
Várias regras de ouro:

  1. Nunca pergunte ao cliente sobre sua família, não por ser impróprio – a maioria fala sem ser perguntado – mas porque é fácil entristecê-lo (“e você não quer um cliente triste”).
  2. Deixe-o reclamar, mas não reclame. Eles não estão interessados ​​nisso.
  3. Além disso, é preciso tentar entreter: “Os caras gostam de foder com mulheres bonitas e magras, mas também com garotas interessantes.”
  4. Nunca seja aproveitadora, porque “uma ou duas críticas negativas podem afundar a sua imagem.”

A fórmula ideal?
Melhor dois clientes dependentes do que dez clientes ocasionais: “É a regra 80-20, li em um livro de negócios.”

Ouvir não é fácil
Embora não seja fácil, o mais importante é que o homem sinta que você se interessa pelo que está contando. Além disso, que se sintam compreendidos e atraentes. “Muitas garotas jovens e bonitas sabem fazer isso”, então tente adotar outras estratégias, como contar piadinhas ou elogiar obscenamente o cliente.

Proteja-se
Uma regra que não pode ser ignorada. Use camisinha! No entanto, Svetlana alerta que muitas colegas que conhecem a identidade de seus clientes podem furar preservativos para engravidar e entrar com um processo de paternidade. Por isso, ele conclui com uma recomendação ao cliente: “Caras muito ricos deveriam comprar seus próprios preservativos.”

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LGBTI+ Notícias Sex Work is Real Work

Afinal, o que pensa Kamala Harris do trabalho sexual?

Temos visto em redes sociais avisos dos mais diversos ao respeito da opinião contraria da nova vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, ao respeito do trabalho sexual. Acompanhantes com milhares de seguidores no twitter e lutadoras a favor dos direitos das trabalhadoras do sexo alertam sobre a posição contraria da Kamala à legalização do trabalho sexual.

A equipe do Pimenta pesquisou nos principais jornais americanos, a posição da Kamala ao respeito do trabalho sexual.

Kamala tem um histórico controverso em relação ao trabalho sexual.

Os inícios

Em 2008, Kamala se opôs à Proposição K, uma medida eleitoral de São Francisco trazida por profissionais do sexo para acabar com as prisões por prostituição na cidade.

Chegou a chamar a descriminalização da prostituição de “completamente ridícula”

Kamala  justifica sua postura no passado, como resultado de sua vontade de criminalizar cafetões e clientes, o que julgava procedente na época. Ela parece ter mudado de ideia.

Luta contra os sites de acompanhantes

Kamala também não poupo esforços para fechar o Backpage.com, um site de acompanhantes americano. Ela não reconheceu a importância do site para as trabalhadoras do sexo, enfatizando que deveria ser impedido de receber anúncios que pudessem fazer propaganda de menores.

Como procuradora geral da Califórnia, Kamala tentou processar os donos de sites de acompanhantes, alegando que operar um site onde profissionais do sexo publicam anúncios era equivalente a lenocínio. No Senado, desempenhou um papel na elaboração de uma legislação para atingir o Backpage, com base no fato de que o site estava supostamente envolvido com tráfico de pessoas.

As trabalhadoras do sexo se opuseram à campanha para fechar o Backpage – não para defender o Backpage, mas para defender sua segurança. Elas disseram que o site oferece uma plataforma para que eles tenham mais controle sobre as condições de seu trabalho. Após muito debate, ficou claro que o fechamento de tais sites torna muito mais difícil ajudar as pessoas que enfrentam o perigo no mercado do sexo. Como as profissionais do sexo previram, a lei levou os sites a fecharem suas portas e recusarem anúncios e outros conteúdos dessas profissionais, incluindo discussões sobre segurança no local de trabalho e organização política.

Com as políticas apoiadas por Harris, as trabalhadoras do sexo ficaram mais marginalizadas e mais vulneráveis.

Nova geração de candidatos políticos

A raiz dos protestos nacionais de trabalhadoras do sexo contra o SESTA / FOSTA em junho de 2018 apareceu uma nova geração de candidatos políticos, como a senadora do estado de Nova York Julia Salazar (D) e a deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez (DN.Y.), que oferecem seu apoio para a descriminalização das trabalhadoras sexuais em suas próprias plataformas.

Mas, apesar da aparição de novos políticos com projetos sobre descriminalizar os serviços de sexo entre adultos que consentiram, não estava claro se a Kamala Harris estava realmente comprometida com tal posição.

Declarações no mês de março 2019

Numa entrevista realizada o passado 2 de março de 2019, Kamala Harris se tornou a primeira candidata presidencial dos EUA a declarar publicamente que apóia a descriminalização do trabalho sexual. Na entrevista foi questionada: “Você acha que o trabalho sexual deve ser descriminalizado?” Ela respondeu : “Acho que sim. Eu vou descrinalizar.” Mais tarde, ela acrescentou que “quando você está falando sobre consentimento entre adultos, acho que devemos realmente considerar que não podemos criminalizar o comportamento consensual, desde que ninguém esteja sendo prejudicado”.

É a primeira vez na história dos Estados Unidos que um candidato a este cargo tenta agradar ao público apoiando os direitos das trabalhadoras do sexo.

Recentemente durante a campanha, Kamala Harris também prometeu agir contra os alarmantes índices de violência contra mulheres trans , afirmando que deve haver “consequências mais graves e responsabilidade aos culpados”.

Organizações de direitos LGBTI+

A descriminalização do trabalho sexual se tornou uma pauta importante entre organizações de Direitos LGBTI+, já que um número desproporcional de pessoas trans atuam como profissionais do sexo devido a falta de oportunidades e marginalização às quais são submetidas em outros trabalhos.

Assim como em questões de direitos trans, Kamala também tem um histórico controverso em relação a trabalho sexual e policiamento, dois temas que envolvem em peso a população trans, ainda tão atrelada à marginalidade.

Kamala Harris, a nova vice-presidente eleita, tem um forte histórico de luta pelos direitos LGBTI +

Kamala Harris e o trabalho sexual hoje

Hoje, Kamala Harris vê a situação com outros olhos e diz apoiar a descriminalização do trabalho sexual, o que antigamente era contra.

Seria genuinamente importante se Kamala estivesse definitivamente dando seu apoio à descriminalização TOTAL do trabalho sexual removendo as penalidades criminais contra as pessoas envolvidas no comércio de sexo e seus clientes. Mas, apesar da discussão sobre descriminalizar os serviços de sexo entre adultos, não está claro se ela está realmente comprometida com tal posição.

A postura de Kamala sobre a descriminalização das trabalhadoras sexuais fica aquém das exigências da classe.

A postura de Kamala é menos clara e comprometida do que a das legisladoras de Nova York. Mas, para uma político entusiasta como Kamala, sequer lançar a ideia de apoiar a descriminalização representa uma grande vitória para as trabalhadoras do sexo.

Seu apoio declarado pode até ser devido à visibilidade e poder político que as trabalhadoras do sexo alcançaram, tudo na esteira das tentativas da mesma Kamala em fechar os locais que elas costumavam trabalhar. A vida da muitas voltas 😉

Fontes: https://www.washingtonpost.com/opinions/2019/03/02/kamala-harris-brought-sex-work-into-spotlight-heres-what-she-should-do-next/

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Acompanhantes Garotas de programa Sex Work is Real Work

Como está afetando o coronavirus nas profissionais do sexo?

A pandemia do corona vírus afetou os profissionais do sexo, principalmente garotas de programa que atuam em boates e ruas. As medidas de isolamento social impostas a população fechou clubes e locais de prostituição, e a crise econômica complica a sobrevivência do dia a dia.

Um exemplo, o bairro da Luz Vermelha, em Amsterdã, que tem suspensão das visitas guiadas à zona de prostituição. 200 mil clientes e 228 vitrines, nas quais trabalham aproximadamente 400 mulheres, sumiram do conhecido bairro da capital holandesa. Para atender o setor, foi criada uma campanha através de crowdfunding, que arrecada dinheiro para a compra de alimentos e medicamentos.

Como está afeitando o corona vírus nas profissionais do sexo?

Para saber qual está sendo o impacto real do corona vírus entre a classe de profissionais do sexo, perguntamos mais uma vez as nossas anunciantes.

Em uma enquete realizada entre os dias 19 e 25 do outubro de 2020, perguntamos para 40 profissionais do sexo que mantém o cadastro atualizado no Pimenta.Club e seguem oferecendo seus serviços na crise

Como está afetando a Covid-19 no seu trabalho?

Veja os resultados da nossa enquete: https://pt.surveymonkey.com/stories/SM-ZLGJ5LMY/

1.-Os atendimentos durante a pandemia…

Entre as acompanhantes anunciantes no Pimenta.Club que seguem oferecendo seus serviços na crise, mais de 15% relata que parou tudo, em quanto 56% comenta que caiu muito.
Vale destacar que apenas 5% diz que aumentaram os serviços durante a pandemia.

OPÇÕES DE RESPOSTA
Parou tudo 15,38%
Caiu muito 56,41%
Caiu um pouco 20,51%
Está a mesma coisa 2,56%
Aumentou 5,13%

2.- Você mora com alguém que esteja no grupo de risco?

OPÇÕES DE RESPOSTA
Sim 30,77%
Não 69,23%

3.- Você tem medo de ser infectada com Covid-19?

OPÇÕES DE RESPOSTA
Sim 35,00%
Não 25,00%
Um pouco 40,00%

4.- Os clientes usam máscara ou pedem para você usar máscara?

OPÇÕES DE RESPOSTA
Não 42,50%
Muito raramente 25,00%
Às vezes 12,50%
É frequente 17,50%
Outro* 2,50%

*Eu faço questão de usar e exijo …Sem beijo e muito cuidado

5.- Você está preocupada em transmitir a doença sem saber?

OPÇÕES DE RESPOSTA
Sim, muito 52,50%
Um pouco, eu fico atenta 40,00%
Não muito 7,50%
Para nada 0%

Hoje, às 17 horas, no canal do Youtube da CUTSP por mediação de Marcia Viana, e com a participação de Carol Bonomi (@BonomiCarol) e Betânia Santos, debateram um tema polêmico, mas importante: Como está a situação durante a pandemia, com mulheres e homens que trabalham como profissionais do sexo?

Então, Como está o movimento?

Nos últimos dias temos visto titulares da imprensa amarela destacando que o movimento de serviços de acompanhantes durante a pandemia aumentou. Alguns sites de acompanhantes continuaram a funcionar normalmente. No Pimenta.Club, paramos as atividades no início do mês de maio, estabelecendo apenas serviços mínimos essenciais, o que provocou uma queda automática de usuários.

Como está afetando o corona vírus nas profissionais do sexo?
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Garotas de programa Notícias Sex Work is Real Work

Valorização e Respeito. A luta das profissionais do Sexo CUT-SP

Próxima terça feira dia 27 de outubro, por mediação de Marcia Viana, e com a participação de Carol Bonomi (@BonomiCarol) e Betânia Santos.

Um tema polêmico, mas importante: como está a situação durante a pandemia, com mulheres e homens que trabalham como profissionais do sexo?

Não percam, próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00 horas nos canais da CUT-SP.

Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT em São Paulo realiza uma live para discutir os desafios e problemas das profissionais do sexo em meio à pandemia do coronavírus.

Canais da  CUT-SP

Marcia Viana, a mediadora do debate, participa da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT em São Paulo, e junto a ela participam no debate a cientista política e especialista em história do movimento de prostitutas do Brasil, Carol Bonomi, e a profissional do sexo e presidente da Associação de Mulheres Guerreiras, Betânia Santos.

 

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Como fazer cadastro do Pix? O que é PIX e como funciona

Já está liberado o cadastro das chaves PIX nos Bancos.

Poucos dias atrás anunciávamos no nosso blog que o novo sistema PIX facilita pagamentos pelo celular e que ia se tornar uma ferramenta importante para os que usam cartão como forma de pagamento pelos seus serviços.

O cadastro em todos os Bancos é semelhante, se você aprender a fazer em um deles, saberá como fazer em todos.

O pagamento de serviços de acompanhantes no Brasil ficou mais fácil com o novo PIX lançado pelo Banco Central. Sistema promete custo R$0 para substituir as maquininhas de cartão, item habitual no bolso de toda garota de programa.

A partir das 6h30 de 16 de novembro o sistema começará a funcionar!

Selecionamos um vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando como exemplo o Nubank.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Inter.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando a Caixa Econômica Federal.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Banco do Brasil.

Assim que o sistema começar a funcionar vamos procurar mais informações!

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Papo de Zona. A batalha como ela é. Por quem está na batalha

Prostitutas de Salvador, de Recife e do Rio de Janeiro, Geórgia, Eliene e Patrícia, contam (quase) tudo sobre a batalha, na estreia do canal de youtube Papo de Zona.

A conversa teve comentários de duas ativistas históricas do movimento de prostitutas, Lourdes Barreto e Vânia Rezende. Quer ver? Quer saber? É só assistir

Com mediação do jornalista Flavio Lenz. Bora aprender um bocado com as professoras sexuais

 

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STRASS – O Sindicato francês d@s Profissionais do Sexo

O STRASS ou Syndicat du TRAvail Sexuel existe desde 2009 na França. Foi criado por profissionais do sexo durante a Conferência Europeia da Prostituição, que se realizou então em Paris; Reuniram-se profissionais do sexo, acompanhadas por advogados, assistentes sociais, sociólogos, etc.

O Pimenta.Club está na luta com o STRASS para que todas @s profissionais do sexo tenham os mesmos direitos que qualquer trabalhador. È preciso ter representatividade para que exista uma defesa contra qualquer violação dos direitos da classe.

STRASS para quem?

O STRASS representa todas as profissionais do sexo, independentemente de seu gênero ou tipo de trabalho sexual envolvido. Garotas de programa, (de rua ou anunciantes em site de acompanhantes), atores pornôs, massagistas eróticos, dominatrizes profissionais, operadoras de telefone rosa, modelos de webcam, strippers, modelos eróticas, etc.

O STRASS dá atenção especial às mulheres – ao adotar uma postura feminista baseada no direito de todos de dispor livremente de seu corpo – e aos migrantes – ao adotar uma posição crítica em relação às políticas de migração que os colocam em perigo.

Women from the STRASS trade union (Syndicate for sexual workers) hold placards reading “Stop repression, not our clients” (R) during a protest march to condemn violence against women, on November 23, 2019 in Marseille, southern France (Photo by CLEMENT MAHOUDEAU/AFP via Getty Images)

O STRASS para quê?

#apenas-os-direitos-podem-parar-os-erros

  1. Exigem a aplicação da lei comum a todas as profissionais do sexo. Até à data, a legislação francesa é particularmente discriminatória contra as trabalhadoras do sexo que são prostitutas (de rua ou de interior), como resultado da política proibicionista seguida pela França.
  2. Lutam pelo reconhecimento de todas as formas de trabalho sexual, contra sua proibição, pois todas as disposições repressivas que dificultam seu exercício mantêm as trabalhadoras do sexo na insegurança e na ilegalidade.
  3. Exigem que as trabalhadoras do sexo, especialmente as estrangeiras e em situação irregular, sejam efetivamente protegidas contra o trabalho forçado, a servidão e a escravidão, bem como o tráfico para esse fim, em aplicação do direito comum. As crianças também devem ser protegidas de forma eficaz contra a exploração sexual.
  4. Exigem o desaparecimento do código penal das disposições que sancionam especificamente o “aprovisionamento”. Supostamente nos protegem dos exploradores, também impedem a prática da prostituição ao nos negar a possibilidade de nos organizarmos (impedindo-nos, por exemplo, de compartilhar um local de trabalho) ou de nos beneficiarmos de qualquer ajuda externa. Estas disposições têm também como consequência isolar-nos cada vez mais do resto da população, acusando-nos de procurar qualquer pessoa que beneficie dos nossos rendimentos, incluindo membros da nossa família ou amigos, a menos que provem que o seu estilo de vida corresponde a seus recursos.
  5. Por último, opõe-se veementemente à penalização dos clientes na França. A lei já permite punir as agressões ou agressões sexuais, bem como “clientes” de menores, em particular pessoas vulneráveis ​​ou vítimas de trabalho forçado ou tráfico. Sancionar clientes de profissionais do sexo adultas, na ausência de qualquer abuso ou violência, não só mina a liberdade sexual, mas também tem o efeito de piorar a situação, tornando o trabalho e a vida mais precários.

Rejeitamos a ideia de que somos, por princípio, vítimas que deveriam ser salvas, contra a nossa vontade.

Manifestações contra crime de solicitação pública

Na França, profissionais do sexo representadas pelo STRASS entraram na luta no 2015 para a revogação do crime de solicitação pública. Quaisquer que sejam as opiniões sobre a prostituição, o povo francês é unânime em afirmar que as prostitutas não devem ser penalizadas. Na prática, a lei de solicitação pública implicava que os clientes estavam cometendo um delito na hora de solicitar os serviços de uma acompanhante.

A STRASS afirmou que o crime de solicitação publica, só ia reforçar o status dos trabalhadores sexuais de pessoas “socialmente inadaptadas”, o que é estigmatizante e devia ser revogado.

Atendimento para denúncias de violência

O STRASS criou um endereço dedicado para profissionais do sexo que tiveram uma experiência de violência psicológica e / ou física, abuso, extorsão, intimidação, chantagem, ameaças, falta de pagamento, etc. Você pode entrar em contato conosco para obter informações, aconselhamento jurídico ou até mesmo suporte para registrar uma reclamação e as consequências (na medida do possível). Você pode escrever para nós em service-juridique@strass-syndicat.org Entre em contato conosco em caso de violência: violences@strass-syndicat.org

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Dicas para sexo Garotas de programa Sex Work is Real Work

Imperdível! Dafne Anãzinha responde as perguntas das #GarotasPimenta parte II

Famoso é problema! Ô….(ela toca o nariz com o dedo)

A Lia Regina @AnazinhaDafne não tem medo da verdade e tem aprendido a se valorizar, sendo uma referência na mídia, dando visibilidade para a classe e para todos as pessoas que apresentam nanismo.

Ao longo de uma semana nossas garotas anunciantes perguntaram para Lia Regina sobre as coisas do dia a dia de uma acompanhante. Veja a seguir a segunda parte. Imperdível!

Para quem gosta de ler, temos um resumo por escrito da entrevista.

  1. Qual seu tipo de cliente preferido?
    Os clientes mais velhos
  2. Vc é de onde?
    Curitiba
  3. O que você procura na vida hoje?
    Estudar e me aperfeiçoar, ter um bom casamento e respeito
  4. Como ser mais profissional do sexo hoje?
    Acho que você precisa ser simpática, ter paciência com o cliente.
  5. Qual foi a atendimento mais difícil ou constrangedor de fazer?
    Foi o cliente querer enfiar comida dentro de mim
  6. Qual posição eles mais gosta ?
    De 4
  7. Aceitaria fazer programa por uma bela quantia?
    Sim quando eu era gp, hoje não.
  8. Você curte novinho? Qual era sua idade preferida para os clientes?
    Não gosto e nunca gostei, eu gosto dos mais velhos
  9. Você acha que vale tudo por dinheiro?
    Tem coisas que não vale o dinheiro. Na verdade tem homens que nem pagando eu quero
  10. O que você acha que não pode faltar em uma acompanhante?
    Paciência
  11. Com quantos anos vc começou?
    30 anos
  12. Anã tem problema em se relacionar com homem de pau grande?
    Não tem problema nenhum
  13. Você tem o mesmo tesão pelos homens hoje que antes de começar a trabalhar?
    Quanto mais sexo você faz, mais tesão você tem. Hoje tenho mais tesão que antes
  14. O que você acha do Pimenta.Club e dos sites de acompanhantes em geral?
    Sites de acompanhantes são essenciais para você conseguir clientes e ganhar dinheiro. Então invista bastante nisso.
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Falta de dinheiro é um dos motivos para seguir na Vila Mimosa

Vila Mimosa no Rio de Janeiro é uma tradicional zona fechada de prostituição localizada no centro da cidade. Apesar de ter o nome de vila, começou em um grande galpão em forma de um quadrado com 2500², onde tem uma parte de frente para a rua principal (Sotero dos Reis) e há proliferação de estabelecimentos de garotas de programa. Trata-se de um agrupamento de estabelecimentos localizados num mesmo espaço e ligados pela atividade da prostituição.

Assemelhasse a uma galeria comercial, em que uma loja estaria ao lado da outra, contudo, trata-se de bares.

A passagem entre os dois lados é  estreita e coberta. As duas entradas são identificadas pelos toldos amarelos e azuis colocados nas varandas dos estabelecimentos junto à rua principal. Os bares e boates localizam-se na parte de baixo e os quartos, para a realização dos programas, no segundo andar.

Porém não é só sexo que é ofertado na Vila Mimosa. O reclamo das Garotas de Programa alimenta um comércio de centenas de pessoas oferecendo as mais variadas mercadorias.

O lugar é um formigueiro de pessoas que expõem suas mercadorias no chão ou perambulando pelas ruas. Vendedores informais vendem: sucos, salgados, roupas intimas, cosméticos, bijuterias e os mais variados produtos que conseguem carregar.

A Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa afirma que nos finais de semana há cerca de 4.500 pessoas cada noite transitando no complexo da Vila Mimosa.

Falta de clientes, principal reclamação da pandemia

Veja vídeo do documental, terceiro episódio da série Prostituição, onde a R7 mostrou histórias de garotas de programa da Vila Mimosa, na zona norte do Rio.

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Profissionais do sexo não podem ser esquecid@s na resposta à Covid-19

Com o titulo de “As profissionais do sexo não devem ser esquecidas na resposta COVID-19” o jornal The Lancet publicou um articulo científico que gostaríamos de traduzir para vocês.

Credenciais do artículo:

Texto na integra

À medida que os países mantêm ou ajustam medidas de saúde pública, legislação de emergência e políticas econômicas em resposta à pandemia COVID-19, há uma necessidade urgente de proteger os direitos e apoiar os membros mais vulneráveis ​​da sociedade. As trabalhadoras do sexo estão entre os grupos mais marginalizados. Globalmente, a maior parte do trabalho sexual direto cessou em grande parte como resultado do distanciamento físico e medidas de bloqueio postas em prática para interromper a transmissão do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), potencialmente tornando uma população frequentemente marginalizada e economicamente precária mais vulnerável.

1.- A maioria das trabalhadoras do sexo, mesmo aquelas que podem transferir seu trabalho online, estão financeiramente comprometidas e algumas são incapazes de interromper os serviços pessoais.

2.- É imperativo que as trabalhadoras do sexo tenham acesso aos esquemas de proteção social como membros iguais da sociedade.

Como acontece com todos os aspectos da saúde, a capacidade das profissionais do sexo de se protegerem contra COVID-19 depende de seus comportamentos individuais e interpessoais, seu ambiente de trabalho, a disponibilidade de apoio da comunidade, acesso a serviços sociais e de saúde e aspectos mais amplos da legislação e situação econômica.

O estigma e a criminalização significam que as trabalhadoras do sexo podem não buscar, ou se qualificar para, proteção social governamental ou iniciativas econômicas para apoiar pequenos negócios. Prisões policiais, multas, violência, interrupção da ajuda por parte da polícia e deportação compulsória foram relatados por profissionais do sexo em diversos ambientes, alimentando preocupações de que a pandemia está intensificando o estigma, a discriminação e o policiamento repressivo.

As trabalhadoras do sexo que não têm onde morar, usam drogas ou são migrantes com situação legal ou de residência insegura enfrentam maiores desafios no acesso a serviços de saúde ou alívio financeiro, o que aumenta sua vulnerabilidade a resultados de saúde precários e impactos econômicos negativos de longo prazo. Maior prevalência de condições de saúde subjacentes entre profissionais do sexo7 pode aumentar o risco de COVID-19 progredir para doença grave.  A demanda por abrigo e moradia com apoio aumentou, pois os locais de trabalho do sexo foram fechados ou o pagamento do aluguel inadimplente devido à perda de renda.

Os problemas de saúde mental existentes tendem a ser exacerbados pela ansiedade em relação à renda, alimentação e moradia, ao lado de preocupações com a infecção de continuar a trabalhar na ausência de proteção social.

O risco de infecção com SARS-CoV-2 é aumentado para aqueles que compartilham instrumentos para uso de drogas.

Formas alternativas de manter ou estender o tratamento e a prescrição de substitutos de drogas são importantes para salvar vidas em locais onde os serviços são fechados ou restritos ou onde há falta de pessoal devido a doenças.

Existem poucas evidências confiáveis ​​do risco de infecção ou complicações de COVID-19 entre pessoas que vivem com HIV, embora o risco possa ser maior entre aqueles que são imunocomprometidos e não estão sob tratamento para o HIV.

A evidência da revisão sugere, em média, o uso de terapias anti-retrovirais já é baixo entre as trabalhadoras do sexo que são HIV positivas em ambientes de alta e baixa renda.É crucial que a interrupção dos serviços de saúde não reduza ainda mais o acesso ao tratamento e prevenção do HIV ou a serviços vitais para lidar com a violência doméstica ou outras formas de violência.

Modelos matemáticos sugerem que, mesmo com testes e rastreamento de contato generalizados, na ausência de uma vacina COVID-19, o distanciamento físico será uma intervenção chave para prevenir a transmissão da comunidade globalmente.1A modelagem inicial que informa as políticas de distanciamento físico não leva em consideração as necessidades das populações vulneráveis ​​ou seu acesso e adesão às orientações oficiais.

Ganhos no nível da população, como redução nas admissões hospitalares e mortalidade, são provavelmente intangíveis para populações marginalizadas para as quais os efeitos negativos imediatos do distanciamento físico podem ser substanciais. A incapacidade de trabalhar, o acesso reduzido aos serviços de saúde e o aumento do isolamento provavelmente resultarão em resultados de saúde mais precários e no aumento das desigualdades, especialmente quando os indivíduos são amplamente excluídos dos esquemas formais de proteção social.

As organizações de trabalhadoras do sexo responderam rapidamente ao COVID-19 circulando fundos para privações; ajudando com aplicações de alívio financeiro; defendendo que os governos incluam profissionais do sexo na resposta à pandemia; pedindo direitos trabalhistas básicos para facilitar condições de trabalho mais seguras; e fornecer orientação de saúde e segurança para aqueles que se deslocam online ou incapazes de parar os serviços diretos.

Em todo o mundo, as iniciativas do governo incluem o fornecimento de pacotes de comida para profissionais do sexo em Bangladesh, o fornecimento de moradia de emergência na Inglaterra e País de Gales e a inclusão de profissionais do sexo em benefícios financeiros na Tailândia, Holanda e Japão. No entanto, esses esquemas geralmente excluem os mais marginalizados, incluindo aqueles que são sem-teto, transexuais ou migrantes.

Há uma necessidade crítica de governos e provedores de assistência social e de saúde trabalharem com as comunidades afetadas e provedores de serviços de linha de frente para co-produzir intervenções eficazes. Exemplos de intervenções necessárias são descritos no painel . As organizações existentes de trabalhadoras do sexo fornecem uma base essencial para o trabalho de saúde comunitária e, em colaboração com os serviços de saúde, podem facilitar e garantir a adequação dos testes comunitários e rastreamento de contatos, bem como maximizar a absorção de potenciais futuras vacinas ou tratamentos COVID-19.

Painel

Intervenções-chave para abordar os danos do COVID-19 entre profissionais do sexo
Todas as intervenções e serviços devem ser planejados e implementados em colaboração com organizações lideradas por profissionais do sexo.

Intervenções sociais e estruturais

  • Benefícios financeiros e proteção social para todas as trabalhadoras do sexo, incluindo migrantes com status de residência ilegal ou incerto;
  • Cessação imediata de prisões, reides e processos por trabalho sexual e pequenos delitos relacionados com drogas e reforma de longo prazo de políticas e leis que se mostraram prejudiciais à saúde;
  • Fornecimento de moradia de emergência para os sem-teto, moratória sobre despejos e assistência com aluguel ou reembolso de hipotecas para os necessitados.

Serviços de saúde

  • Conselhos de promoção da saúde adequadamente direcionados sobre a prevenção de COVID-19 com tradução linguística/
  • Distribuição de desinfetante para as mãos, sabonete, preservativos e equipamento de proteção individual;
  • Manutenção e extensão de serviços centrados na pessoa para atender às necessidades associadas à saúde mental, uso de álcool e outras drogas, violência física e sexual e saúde sexual e reprodutiva, incluindo tratamento de HIV e cuidados relacionados à transição;
  • Teste COVID-19 e rastreamento de contato entre profissionais do sexo e grupos marginalizados.

Alcançar comunidades mais saudáveis ​​e controlar o COVID-19 requer uma resposta coletiva e inclusiva. Recursos e apoio para profissionais do sexo precisam ser priorizados.

O envolvimento das comunidades em esquemas de proteção social, serviços de saúde e informações permitirá que as profissionais do sexo protejam sua saúde durante esta pandemia como cidadãos iguais, de acordo com os princípios de justiça social.

As reformas das políticas sociais e legais, incluindo a descriminalização do trabalho sexual, podem reduzir a discriminação e a marginalização das profissionais do sexo e permitir a prestação de serviços vitais de saúde e sociais.3 Essa necessidade se torna mais aguda à medida que os desafios sociais e de saúde existentes são exacerbados pela crise do COVID-19.

Declaramos não haver interesses conflitantes.

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Garotas de programa Sex Work is Real Work Sexo

Falta representação política para profissionais do sexo

O trabalho sexual ganhou destaque nos últimos anos – mas muitos dos candidatos as próximas eleições de 2020 ainda relutam em opinar sobre a questão. Enquanto @s profissionais do sexo continuam a pressionar pelos direitos da classe, é difícil não se perguntar: por que é tão raro para os políticos falar sobre isso?

Nos Estados Unidos, após a estrela pornô Stormy Daniels se tornar uma espécie de ícone feminista, o público parece ter se tornado mais simpático, ou pelo menos mais consciente das experiências das trabalhadoras do sexo.

Na Europa, mas concretamente na Holanda, Amsterdã tem sido considerada o modelo da indústria do sexo moderna, com a prostituição legalizada e renomeada como parte da indústria do lazer.

Stormy Daniels, há ‘mais de um lado em cada história

O Conselho Internacional da Anistia Internacional realizou uma votação para proteger os direitos d@s profissionais do sexo. Delegados e delegadas de todo o mundo se uniram para aprovar uma política sobre o assunto.

“Os trabalhadores e trabalhadoras sexuais são um dos grupos mais marginalizados do mundo e, na maioria dos casos, enfrentam risco constante de sofrer discriminação, violência e abusos. Nosso movimento global preparou o terreno para a adoção de uma política para a proteção dos direitos humanos dessas pessoas, que ajude a orientar o trabalho futuro da Anistia Internacional sobre assunto tão importante”, disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional.

Falta de representação política no Brasil

O Código Brasileiro de Ocupações (CBO) tem registrada à prostituição com o número 5198. O código penal não criminaliza o exercício da atividade, mas pune todos os envolvidos na cadeia da prostituição, à exceção dos clientes. Assim, elas podem trabalhar de forma autônoma, sem o “auxílio” de terceiros.

Expor as dificuldades sofridas por acompanhantes com serviços de sexo desperta sentimentos de desconforto, fundados no moralismo de que elas ou eles desfrutam da “vida fácil”.

Os direitos das acompanhantes e profissionais do sexo é um assunto que deve ser discutido, junto com  outros temas de máxima relevância como a violência sexual, o tráfico de pessoas, e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Estudos feitos no 2010 falavam em perto de 1,5 milhão de trabalhadores do sexo. Através de associações, principalmente constituídas por acompanhantes e ex-profissionais do sexo, alguns grupos organizados surgiram, mas faltou o apoio maciço da classe para ganhar representação política.

Qual a posição dos candidatos para as eleições de 2020 sobre os direitos no trabalho sexual? NÃO SABEMOS!!!

A sindicalização tem sido usada por vários grupos sociais como uma ferramenta eficaz em movimentos baseados em direitos.

Nem todas as trabalhadoras do sexo podem ou querem ser ativistas e mudar o mundo. Muit@s profissionais do sexo gostam de manter seu mundo em privado, porém a coletivização parece ter algo para todos. Muitas acompanhantes vivem uma vida de luta para sobreviver, mas encontrariam tempo para se envolver ativamente na luta pelos direitos da classe representadas por um coletivo organizado.

O Brasil carece de avanços em políticas públicas de reconhecimento da classe.

A categoria de profissionais do sexo, sobre a qual pouco se fala, sofre com grande intensidade os efeitos da Covid-19. Assim como entregadores, motoristas de aplicativo e outros cujas condições de trabalho obrigam a se arriscar pelas ruas, trabalhador@s do sexo tem sofrido com grande intensidade os efeitos da Covid-19.

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BBC faz reportagem de Acompanhantes VIP durante a pandemia

Com o título de “Coronavírus: profissionais do sexo atendem clientes apesar do bloqueio” o repórter da BBC Jonathan Gibson fez uma reportagem na que evidenciou que as medidas de bloqueio não impediram algumas acompanhantes de luxo de viajar pelo país para se encontrar com clientes.

O reporter conversou com profissionais do sexo, incluindo Tiffany, em Birmingham, que disse ter viajado para Bristol e outros lugares para visitar as casas e escritórios dos clientes. A reportagem também revelou que alguns bordéis estavam abertos, apesar dos apelos ao distanciamento social.

O Coletivo Inglês de Prostitutas disse que a maioria das trabalhadoras do sexo eram mães e, se trabalhavam, era porque estavam desesperadas por dinheiro.

No passado mês de junhoo, a BBC fez outra matéria na que relata as duras condições das profissionais do sexo na África. Na reportagem mulheres de Uganda e da Nigéria falam sobre como é a vida para elas durante a pandemia.
Veja reportagem das garotas africanas >> https://www.bbc.com/news/av/world-africa-53013047

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Sex work is real work #eleições2020

Para entender o movimento “Sex work is real work” temos que ter uma mirada mais abrangente para o termo trabalho sexual. Quando falamos em profissionais do sexo, não só estamos falando de acompanhantes com serviços de sexo, mas também modelos de webcam, atores e atrizes de filmes pornô, modelos de nudes, operadoras de sexo por telefone, dançarinas em clubes de alterne, alguns massagistas e outros que prestam serviços como gerentes, agentes, cinegrafistas, seguranças de clube e até, os que trabalhamos em sites como o Pimenta.Club.

Mudanças na legislação afeitam a tod@s os trabalhadores do sexo

No 2002 a Classificação Brasileira de Ocupações reconheceu a classe “prostituta” na sua lista de ocupações dos brasileiros. O reconhecimento do ministério do trabalho foi um grande avanço. Passaram-se anos e nada mudou. Projetos de lei com propostas para regulamentar as atividades d@s trabalhador@s do sexo perderam espaço após o PL Gabriela Leite 2012 ser engavetado por gerar embate entre grupos feministas.

Alguns grupos organizados surgiram após o ano 2012. Através de associações, principalmente constituídas por mulheres profissionais e ex-profissionais do sexo, mas faltou o apoio maciço de toda a classe para ganhar representação política.

A Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais – CUTS é um exemplo claro da nova representatividade da classe.

Poucos estudos ao respeito da classe

Estudos feitos no 2010, apresentados no programa A Liga, falavam em perto de 1,5 milhão de profissionais do sexo. Nesse estudo, 87% d@s profissionais trabalhava na rua, coisa que sabemos, hoje não acontece mais.

O crescimento de uma sociedade e a superação de preconceitos é lento e mudanças no ordenamento jurídico, para que atinja absolutamente todos os componentes da sociedade, tem que ser feitas pelos nossos representantes.

O Brasil carece de avanços em políticas públicas de reconhecimento da classe. .

Estátua de Belle no distrito da luz vermelha de Amsterdã

Na Holanda, a profissão foi legalizada no ano 2000, e no 2011 prostitutas do famoso distrito da Luz Vermelha começaram a pagar impostos. Com o tempo a classe ganhou seu lugar na sociedade, com o reconhecimento e respeito de todos (ou quase todos) os cidadãos de Amsterdam.

Precisamos mais representatividade

Aprovações de Leis de combate à violência feminina, como a Lei Maria da Penha, bem como outros avanços legais são de grande importância. Está no hora de nossos representantes deixar de hipocrisia e colocar as pautas sobre a mesa. Há uma distância social que somente uma educação sólida em direitos humanos pode mudar..

A incorporação social da classe é uma necessidade para mais de 1 milhão de brasileir@s.

Um trabalho organizado da categoria pode levar a uma situação de maior reconhecimento d@s Profissionais do Sexo, para exercer suas atividades com liberdade, responsabilidade e segurança.