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Como fazer cadastro do Pix? O que é PIX e como funciona

Já está liberado o cadastro das chaves PIX nos Bancos.

Poucos dias atrás anunciávamos no nosso blog que o novo sistema PIX facilita pagamentos pelo celular e que ia se tornar uma ferramenta importante para os que usam cartão como forma de pagamento pelos seus serviços.

O cadastro em todos os Bancos é semelhante, se você aprender a fazer em um deles, saberá como fazer em todos.

O pagamento de serviços de acompanhantes no Brasil ficou mais fácil com o novo PIX lançado pelo Banco Central. Sistema promete custo R$0 para substituir as maquininhas de cartão, item habitual no bolso de toda garota de programa.

A partir das 6h30 de 16 de novembro o sistema começará a funcionar!

Selecionamos um vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando como exemplo o Nubank.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Inter.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando a Caixa Econômica Federal.

Selecionamos este vídeo onde mostra-se como fazer o cadastro das suas chaves PIX na prática usando o Banco do Brasil.

Assim que o sistema começar a funcionar vamos procurar mais informações!

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Garotas de programa Notícias

“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher”. Garota é condenada após tentar extorquir cliente

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão unânime, manteve condenação a uma garota de programa de Florianópolis por crime de extorsão. A mulher deverá cumprir quatro anos de reclusão em regime aberto.

Segundo as investigações da PC, a vítima conheceu a ré ao ir em uma boate com colegas de trabalho e clientes e, tempos depois, passou a receber ameaças no WhatsApp. Nas mensagens a garota de programa exigia o deposito de uma quantia para ficar calada.

Segundo a investigação, o homem pagou o primeiro valor exigido e, no dia seguinte, passou a receber novas intimidações

Como dessa segunda vez ele se recusou a fazer o pagamento, a garota de programa entrou em contato com a esposa da vítima e deu sua versão dos fatos.

De acordo com declarações do homem que efetuo a denúncia, no dia do encontro com a garota, seus colegas e clientes contrataram os serviços de acompanhantes sexuais, enquanto ele ficou conversando com amigos. Ele relatou que a acusada estava próxima e acredita que alguma das outras acompanhantes ou seus colegas, tenham passado seu telefone para ela.

Segundo o relator, as ameaças de WhatsApp trocadas entre a garota de programa e o denunciante demonstram que a apelante queria receber valores da vítima em troca de seu silêncio em relação ao fato de frequentar lugares de moral duvidosa.

Ameaças da garota

“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher, vou contar o que aconteceu no Facebook”, foram algumas das mensagens.

Na análise do caso, o juízo de 1º grau julgou procedente a denúncia do MP, condenando a acusada às penas de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, e 10 dias-multa.

O desembargador Antônio Zoldan da Veiga, relator da apelação da ré, anotou no voto que das mensagens de texto trocadas no WhatsApp é possível extrair as ameaças, conduta necessária para a adequação típica ao crime de extorsão.

As ameaças, inclusive de morte, perpetradas pela apelante caracterizam o ilícito, uma vez que estas foram realizadas com a finalidade de fazer com que a vítima lhe depositasse valores em sua conta. (…)

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Papo de Zona. A batalha como ela é. Por quem está na batalha

Prostitutas de Salvador, de Recife e do Rio de Janeiro, Geórgia, Eliene e Patrícia, contam (quase) tudo sobre a batalha, na estreia do canal de youtube Papo de Zona.

A conversa teve comentários de duas ativistas históricas do movimento de prostitutas, Lourdes Barreto e Vânia Rezende. Quer ver? Quer saber? É só assistir

Com mediação do jornalista Flavio Lenz. Bora aprender um bocado com as professoras sexuais

 

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LGBTI+ Notícias

O que fazer em caso de violência LGBTIfóbica?

Hoje queremos recuperar um texto publicado no site da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) o passado mês de março. Trata-se de uma cartilha de ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO LGBTI NO COMBATE À LGBTIFOBIA.

O QUE FAZER EM CASO DE VIOLÊNCIA LGBTIFÓBICA?

  1. O que é LGBTIfobia?
  2. A importância da denúncia
  3. Tipos de violência
  4. O que não fazer
  5. Não desista!
  6. Não recue!
  7. Incentive mais denúncias e de como proceder
  8. O que fazer
    1. Registrar boletim de ocorrência policial
    2. Identificar possíveis testemunhas
    3. Levar as provas que conseguir para instruir a notícia-crime
  9. Buscar orientação jurídica
    1. Acompanhar o oferecimento da denúncia ou da queixa-crime
    2. Existe o risco de o crime de injúria racial prescrever?
    3. Atentar para todas as fases do processo
  10. Como ajudar uma vítima a efetivar a denúncia?
    1. Escute e acredite em sua história
    2. Não deixe a vítima sozinha
    3. Sugira buscar ajuda em outros lugares além da delegacia
  11. Exemplos clássicos de LGBTIfobia que podem ser denunciados
  12. Violência LGBTIfóbica no ambiente virtual
    1. LGBTIfobia e Cyberbullying
    2. Espaço virtual, consequências reais
    3. Acesso à justiça e apoio em casos de violência na internet
    4. Como denunciar
    5. Fazendo o boletim de ocorrência online

Fonte: https://antrabrasil.files.wordpress.com/2020/03/cartilha-lgbtifobia.pdf

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS – ANTRA, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E INTERSEXOS – ABGLT

  • Texto e Pesquisa
    BRUNA G. BENEVIDES | @brunabenevidex
    2ª Sargenta da Marinha do Brasil
  • Revisão Técnica
    PAULO IOTTI | @pauloiotti
    Advogado
    ANDERSON CAVICHIOLI | @renosplgbti
    Presidente da RENOSP-LGBTI
    Delegado de Polícia Civil
  • Revisão Ortográfica
    Isaac Porto | @iporto
    Consultor LGBTI para o Instituto sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos
  • Projeto gráfico e diagramação
    Raykka Rica | @distritodrag
    Membro do Distrito Drag

APRESENTAÇÃO

Durante diversos períodos deste ano, o governo federal, através de sua nova cúpula nomeada, comandada e alinhada com fundamentalistas religiosos e reacionários(as) morais, tem se colocado contra a decisão do STF, que, embora não tenha legislado nem praticado analogia, reconheceu a mora do Estado em garantir proteção específica na forma da lei à população LGBTI+2, vítima de diversos tipos de violências(psicológicas, sexuais, físicas e simbólicas), socialmente difundidas de forma estrutural, sistemática, institucional e histórica. Da mesma forma, o governo tem cassado direitos, retrocedido em temas que havíamos avançado e tem cada vez mais se mostrado anti-LGBTI+, pautando uma agenda antigênero e especialmente contra direitos sociais e políticos das pessoas trans. Em 2019, foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26). Nesse julgamento, reconheceu-se a inconstitucionalidade na demora do Congresso Nacional em legislar sobre a proteção penal à população LGBTI+, interpretando conforme a Constituição Federal para enquadrar a homofobia e a transfobia, ou qualquer que seja a forma da sua manifestação, nos diversos tipos penais definidos em legislação já existente, como a Lei Federal 7.716/1989 (que define os crimes de racismo), até que o Congresso Nacional edite norma autônoma. A tese defendida no julgado entende que as práticas LGBTIfóbicas constituem uma forma de racismo social, considerando que tais condutas segregam e inferiorizam pessoas LGBTI. (Giowanna Cambrone – Publicado no Dossiê dos ASSASSINATOS e da violência contra TRAVESTIS e TRANSEXUAIS brasileiras em 2019).

Em recente Dossiê3 lançado pela ANTRA e IBTE, pode-se constatar que o Brasil segue como o país que mais assassina pessoas trans do mundo. O dossiê também traz um dado alarmante sobre uma pesquisa realizada por ocasião do mês de enfrentamento da LGBTIfobia no mundo, segundo a qual que 99% das pessoas LGBTI+ participantes afirmaram não se sentirem seguras no país.
Desta forma, esta cartilha tem como objetivo principal trazer informações para o enfrentamento das violências e violações dos direitos humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos e demais minorias sexuais e de gênero (LGBTI+), indicando caminhos a
serem tomados para possibilitar o enquadramento eficaz da LGBTIfobia estrutural4
a partir da decisão do STF através do MI 4733, impetrado pela ABGLT, e da ADO 26, apresentada pelo PPS (hoje chamado de Cidadania).

1. O QUE É LGBTIFOBIA?

Pessoas que não se identificam com a cisgeneridade e a heterossexualidade compulsórias são historicamente alvo de violência simbólica, psicológica, sexual, institucional e física, entre outras, marcadas pelo cissexismo e heterossexismo como práticas políticas e sociais que subalternizam e hierarquizam pessoas.
A LGBTIfobia é o termo utilizado para compreender as violências cometidas contra a população LGBTI+ e se apresenta como uma série de atitudes ou sentimentos negativos em relação às pessoas LGBTI+, motivadas pela orientação sexual e/ou sua Identidade de gênero. Normalmente é motivada por desconhecimento, alienação, valores morais baseados em argumentos do senso comum, com cunho religioso, pela invisibilidade, ignorância e preconceito.

Evite usar o termo “homofobia” como “termo guarda-chuva”.

Em sentido amplo, homofobia é entendida como opressão motivada na orientação sexual, real ou suposta, das vítimas (contra lésbicas, gays, bissexuais, assexuais e pansexuais) e, em sentido estrito, apenas contra homossexuais (daí bissexuais demandarem pelo termo bifobia, por exemplo).
Esse termo apaga a transfobia, ou seja, a opressão motivada na identidade de gênero, real ou suposta, das vítimas (contra travestis, transexuais, ou seja, a pessoas que não se identificam com o gênero que lhes foi designado ao nascer) e outras violência contra pessoas LGBTI+. De qualquer forma, em contextos específicos, sugere-se usar o termo específico (por exemplo, em caso de opressão contra lésbicas, lesbofobia; contra bissexuais, bifobia e assim sucessivamente).

2. A IMPORTÂNCIA DA DENÚNCIA

Muitas vezes, as vítimas se deparam na quase totalidade dos casos com uma série de dúvidas e receios que acabam desmotivando a uma tomada de decisão. Seja por não acreditar no sistema de justiça, nas instituições de segurança ou ainda pela recorrente impunidade e omissão do Estado na investigação dos casos, a população LGBTI+ acaba não registrando os casos de discriminação, violência ou violações de direitos humanos de que é vítima. Essa parcela da população, muitas vezes, não tem acesso à informação ou não se sente segura para procurar uma delegacia para efetivar denúncias, até por inúmeros relatos de discriminação de vítimas LGBTI+ pela própria Polícia, especialmente contra a população de travestis e transexuais.
Em termos de políticas públicas, precisamos de dados para mostrar a situação da violência contra a nossa população. Historicamente, o Estado brasileiro tem se omitido de mapear essa violência específica, ignorando o cenário violento em que vivem as pessoas LGBTI+, não obstante tenha
elaborado um “Relatório da Violência Homofóbica” (sic), relativo aos anos de 2011 e 2013 (o último com anos de atraso), a partir de dados do Disque 100 LGBT, vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo qual vítimas de opressão LGBTIfóbica relataram casos de violências e/ou discriminação que sofreram. Os principais dados que temos atualmente são levantados pelas instituições da sociedade civil, que tem denunciado o Brasil e o responsabilizado por essa violência. No entanto, tais instituições enfrentam diversos processos de deslegitimação do seu trabalho.
Veja-se, aliás, que o governo federal deixou de, ao menos, publicizar os dados que recebe do Disque 100 LGBT, havendo, assim, uma lacuna de Relatórios relativos aos anos de 2014 a 2019. Isso traz apenas mais uma prova do verdadeiro descaso do Estado brasileiro para com a proteção da população LGBTI+ e sua ausência de um compromisso efetivo de prevenção e repressão à LGBTIfobia.
Os processos que culminaram no reconhecimento da LGBTIfobia como crime de racismo pelo STF tiveram, entre outros, o objetivo de combater a impunidade, pensar em formas de incentivar as denúncias e combater a omissão estatal, mas também de realizar o levantamento de dados qualificados sobre a violência LGBTIfóbica.
Dessa maneira, todo(a) aquele(a) que tiver o seu direito violado, ficando à mercê de qualquer forma de discriminação LGBTIfóbica, precisa saber como deverá proceder, sendo esse o objetivo do presente material informativo.
Sobre o tema, lembre-se que, à luz da decisão do STF (MI 4733 e ADO 26), a LGBTIfobia foi reconhecida como crime de racismo, de sorte que (por exemplo) os crimes de praticar, induzir ou incitar o preconceito ou a discriminação por raça, do art. 20 da Lei 7.716/89 (Lei Antirracismo) e quaisquer outros crimes raciais abarcam a discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero da população LGBTI+ e não de pessoas heterossexuais e cisgêneras, visto que não existe “racismo reverso”, como excelente decisão judicial recente bem reconheceu, fazendo referência expressa à citada decisão do STF.5

3. TIPOS DE VIOLÊNCIA

Essa diferenciação é importante, especialmente, para o entendimento da decisão do STF em relação à LGBTIfobia como racismo no sentido social e inferiorizante de uma parcela da população.
De acordo com a Lei 7.716/89, à luz da decisão do STF no MI 4733 e na ADO 26, configura-se o crime de racismo quando o ofendido foi impedido de exercer um direito seu, teve qualquer direito violado, ou foi tratado de forma diferente apenas por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero, por exemplo, quando qualquer pessoa for impedida ou tiver
dificultada a sua entrada em local público por ser trans.
Ofensas a coletividades LGBTI+ passam, também, a ser consideradas crime de racismo, à luz do art. 20 da referida lei, enquanto prática, indução e/ou incitação do preconceito ou da discriminação a pessoas LGBTI+.Já o crime de injúria racial ou qualificada pelo preconceito ou discriminação ocorre quando a pessoa é ofendida na sua honra e na sua moral por meio de xingamentos, textos ou gestos que contenham elementos de origem LGBTIfóbica. Configura-se o crime de injúria racial quando o indivíduo é depreciado, individualmente, em razão de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero, a qual passa a ser considerada como algo negativo, por exemplo, quando alguém é xingado de “traveco”, ‘’viado’’, ‘’sapatona’’, sua aberração etc.
Em termos de discurso criminoso (não protegido pela liberdade de expressão, visto que o STF entende que ela não protege discursos de ódio e injúrias em geral), a diferença entre racismo e injúria racial se expressa da seguinte forma: se a ofensa for dirigida a uma coletividade (por exemplo, dizer que “gays são pedófilos”, ou que “LGBTI querem destruir a família/sociedade”, “bissexuais são promíscuos”, “sapatonas são nojentas”, “mulheres trans são estupradoras em potencial”, “LGBTI+ querem sexualizar nossas crianças ou transformá-las em gays e trans”, etc.), haverá crime de racismo, enquanto ofensa a toda a coletividade de pessoas, e não a uma pessoa isolada.
Por sua vez, o crime de injúria racial se caracterizará sempre que uma pessoa for individualmente ofendida (no caso da LGBTIfobia) em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero (para usar os mesmos exemplos, diferenciando os crimes: dizer “você é um gay pedófilo”, “você é uma travesti imoral/suja”, “você é uma sapatão/bissexual promíscua” etc).
Para você que é heterossexual e cisgênero, esses exemplos podem parecer inusitados, mas são muito corriqueiramente usados contra pessoas LGBTI+, visto que pessoas LGBTIfóbicas criam verdadeiros espantalhos morais (monstros que não existem) e acusam as pessoas LGBTI+ de verdade de incorporarem tais espantalhos, numa clássica tática discriminatória contra
minorias e grupos vulneráveis em geral.
Uma questão importante sobre a injúria racial. Parece estar se difundindo um “entendimento” absurdo em parte da comunidade jurídica, pelo qual o STF teria reconhecido a homotransfobia como crime de racismo, mas não como injúria racial. Essa posição não tem nenhuma lógica, tanto que é normalmente defendida por pessoas que discordam da decisão do STF em primeiro lugar e, por isso, querem dar a ela a menor aplicabilidade possível. Isso, não apenas porque o STJ já reconheceu que a injúria racial é espécie de racismo (ARE 686.965/DF) sendo irrelevante encontrar-se fora da Lei 7.716/89 para a validade de tal conclusão, decisão esta mantida pelo STF (e, se é espécie de racismo, então a decisão do STF a abarca diretamente), mas, também, por outros dois motivos.
Primeiro, adotado o entendimento tradicional sobre racismo e injúria racial, que considera que esta teria uma “essência” diferente daquele (entendimento, como visto, superado por STJ e STF, ao considerarem esta espécie daquele), então, se o STF reconheceu a LGBTIfobia na categoria mais grave dos delitos raciais (o racismo), a interpretação lógica do Direito demanda concluir que a reconheceu também na categoria menos grave deles (a injúria racial). Afinal, que sentido faz a LGBTIfobia (a ofensa a coletividades LGBTI+ em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero) ser entendida como crime de racismo, mas a ofensa LGBTIfóbica não ser considerada crime de injúria racial?! Toda interpretação jurídica deve ser racional. Então, uma interpretação arbitrária como essa não pode ser aceita pela hermenêutica jurídica, à luz da citada interpretação lógica.
Mas, em segundo lugar, essa “diferença” (absurda) entre “racismo” e “injúria racial” foi inventada pela jurisprudência (e não pela lei), na época que considera injúria racial imprescritível é correta. em que a lei penal brasileira só falava em “racismo”, criando por mera interpretação a dicotomia acima (racismo como ofensa a uma coletividade racial, injúria racial como ofensa a um indivíduo por elementos raciais), o que diminuiu a aplicabilidade da Lei 7.716/89. Por isso, em 1997 foi alterado o Código Penal para se criar a figura da injúria racial (injúria qualificada por preconceito), mediante projeto de lei que falava, inclusive, na atualização da Lei Antirracismo.

Então, essa discussão perdeu completamente o sentido que eventualmente teve, pois existiu em uma época em que a lei penal só falava em “racismo”, não em “injúria racial”, de sorte que ressuscitá-la agora é algo anacrônico e, portanto, indefensável.
De qualquer forma, essa cartilha tem a obrigação de informar leitoras e leitores dessa problemática, lamentando que, possivelmente, seja necessária a intervenção de advogada(o) em favor da vítima de LGBTIfobia, para, eventualmente, lutar, perante a delegacia e/ou o Judiciário para o reconhecimento de que o crime de injúria racial também abarca a LGBTIfobia,
à luz da decisão do STF (MI 4733 e ADO 26).

4. O QUE NÃO FAZER

No momento em que a LGBTIfobia ocorrer, é de suma importância que a vítima não revide ao comportamento criminoso. Se a referida vítima, a exemplo, for ofendida na sua dignidade, com alusões à sua identidade de gênero (ou orientação sexual), em hipótese alguma deve proferir qualquer tipo de ofensa contra o agressor. “Devolver” o xingamento poderá implicar impunidade do agressor, pois a legislação prevê a possibilidade do Judiciário deixar de aplicar a pena, a seu critério, caso a vítima tenha revidado a ofensa perpetrada (art. 141, §1º, II, do Código Penal). Assim, ainda que a situação leve o(a) ofendido(a)a “sair do sério”, já que as ofensas LGBTIfóbicas
causam muita indignação nas vítimas, o autocontrole será imprescindível nesta ocasião.

Por mais difícil que seja, segura essa marimba!

É importante também agir de forma calma, sem se exaltar ou perder o equilíbrio, inclusive para agregar elementos que serão usados nas denúncias. Atitudes violentas contra o(a) agressor(a), tais como ameaças, xingamentos ou violência física, poderão ser interpretadas pelo Judiciário em desfavor da vítima, influenciando no seu convencimento. Além disso, também poderá responder penal e civilmente por seu comportamento criminoso, mesmo que em defesa contra a violência sofrida (pense-se na sabedoria popular, pela qual “uma coisa não justifica a outra” ou “dois erros não fazem um acerto”).

5. NÃO DESISTA!

Por mais difícil que seja ir a uma delegacia e reviver as violências que foi submetido(a), é de suma importância que a vítima procure efetivar o registro de ocorrência.

O processo criminal geralmente é demorado e a vítima deverá ser paciente e perseverante, comparecendo à delegacia sempre quando for solicitada e a todas as audiências para as quais for intimada. O principal é que não se deve desanimar caso a decisão seja desfavorável,com a absolvição do agressor, pois há sempre a possibilidade de recurso. E pense que o seu processo pode incentivar outras pessoas agredidas ou discriminadas a também processarem – se eventualmente no seu processo a decisão final, após todos os recursos, for injusta, isso pode gerar protestos sociais e pressão, e é muito comum que, em processos futuros, decida-se de outra forma, atingindo-se a almejada Justiça. É muito importante lutar pelo seu direito, pois pelo menos você terá feito tudo o que podia para que o mal que lhe foi causado seja punido nos termos da lei!
Todo processo judicial causa aos(às) envolvidos(as) uma série de incômodos e desconfortos, além da demora. Pedir às pessoas que sejam testemunhas (relatando as agressões e/ou discriminações que você sofreu), o confronto com o(a) agressor(a) no dia da audiência, a necessidade de comparecer diversas vezes ao escritório do(a) advogado(a), o dispêndio financeiro, dentre outros, são situações transitórias e necessárias.

Entretanto, dar às pessoas a visibilidade, a ciência de que comportamentos LGBTIfóbicos, como os praticados contra você, são realmente criminosos, e que de fato submetem os violadores a processo criminal, é uma poderosa arma de desestímulo e combate à discriminação.
E pense que, na pior das hipóteses, o simples fato de o(a) LGBTIfóbico(a) saber que as pessoas LGBTI+ estão dispostas a processálo(a), ainda mais criminalmente, já faz com que muitas pessoas deixem de praticar as condutas em questão ou se retratem. Lembre que ele(a) terá que contratar advogado(a) para se defender, então terá um gasto financeiro, ao passo que os crimes de racismo e de injúria racial (onde o STF enquadrou a LGBTIfobia) são geridos pelo Ministério Público (no segundo, após fazer o BO e, ainda, a chamada “representação” na delegacia, como explicado mais adiante nesta cartilha), então você só contrata advogado(a) para ajudar na ação penal, como assistente de acusação, se quiser e achar que pode ser útil a sua ajuda no processo.
Então, você processar aquele(a) que te agrediu ou discriminou incentivará outras pessoas a fazê-lo, gerando uma gradativa conscientização social de que as pessoas LGBTI+ não aceitarão passivamente a LGBTIfobia social, o que, em si, é um fator inibidor de condutas. É o que, no Direito, chamamos de “prevenção geral negativa”, pela qual a ciência de que uma conduta é criminosa (ou ilegal em geral) faz com que essa conduta não seja praticada. Embora muitas pessoas a pratiquem apesar disso, muitas não o praticam pelo medo de serem punidas judicialmente, e você processar aquele(a) que te agrediu ou discriminou certamente ajudará muito na ampliação dessa “prevenção geral negativa” e na diminuição de práticas de atos LGBTIfóbicos, pois, se a impunidade incentiva a prática de atos ilegais, a certeza de que terá que contratar advogado(a) para se defender em um processo penal (lembrando ainda a possibilidade de processo civil, por danos morais e eventualmente outros, e de processos administrativos em Estados e Municípios que têm leis antidiscriminatórias próprias) certamente inibirá muitas pessoas de praticar atos LGBTIfóbicos.

6. NÃO RECUE!

Quanto mais processos fundados existirem, quanto mais condenações forem obtidas, maior o temor a ser infundido nas pessoas preconceituosas que cham normais práticas LGBTIfóbicas (conforme explicado no final do tópico anterior). Xingar, discriminar e impedir o acesso a direitos é uma prática secular e que figura no imaginário coletivo como sendo algo “normal”, que pertence ao
cotidiano.
Há os(as) que negam a existência da discriminação LGBTIfóbica e os(as) que tentam minimizar o impacto destas ações. Existem ainda os(as) que tentam inverter a lógica de tais crimes, atribuindo a problemática aos(às) discriminados(as), assim buscando poupar os(as) agressores(as) de sua culpabilidade.
Não obstante, a ideia da impunidade é que fortalece a perpetuação da LGBTIfobia, das diferenças e, em última instância, da exclusão e desigualdades sociais. Provocar decisões judiciais a respeito do assunto, para que sirvam de modelo para serem usadas como argumentos (precedentes) em novos processos afins por outros(as) operadores(as) do Direito, sejam Juízes(as), Promotores(as) ou Advogados(as), é o caminho para a efetiva repressão dos atos discriminatórios em geral e dos
LGBTIfóbicos em particular.

7. INCENTIVE MAIS DENÚNCIAS E DE COMO PROCEDER

É de extrema importância a conscientização da população sobre a natureza criminosa das condutas LGBTIfóbicas. Nós, cidadãs e cidadãos, que somos testemunhas dessas práticas ou mesmo vitimizadas, temos a responsabilidade de dar a nossa contribuição para erradicar ações desta natureza do meio social. Noticiar crimes LGBTIfóbicos às autoridades competentes é valorizar os direitos humanos, a democracia e a convivência harmoniosa na sociedade. Contribuir para que não prevaleça a impunidade também é uma questão de respeito à dignidade humana.
Se ,por motivos históricos, socioculturais e econômicos, as pessoas LGBTI+ sofrem diversos processos de violência, discriminação e exclusão em geral, anseia-se por reais mudanças. Vivemos num Estado Democrático de Direito no qual não pode ter guarida a opressão a minorias e a grupos vulneráveis, como a LGBTIfobia (reconhecida pelo STF como racismo e, consequentemente, também como injúria racial).
Quando uma ofensa é proferida, há sempre um dano psicológico – às vezes, irreversível, de sorte que é imprescindível o reconhecimento da relevância dessa situação nefasta e a necessidade de seu enfrentamento e prevenção. Na oportunidade da ofensa, lembramos que muitas vezes somos
vistos(as) como cidadãos e cidadãs de segunda classe, ou pior, como “aberrações”. Frente a isso, temos que lembrar que a responsabilidade é de todas, todes e todos nós e que devemos agir com dignidade e fraternidade em prol de uma sociedade sem violência LGBTIfóbica!

8.1. REGISTRAR BOLETIM DE OCORRÊNCIA POLICIAL

Comparecer a uma delegacia, a fim de registrar um boletim de ocorrência dos fatos, é imprescindível para que haja um processo criminal e, assim, o(a) agressor(a) possa ser responsabilizado(a) criminalmente.
A vítima do crime LGBTIfóbico que se sentir ofendida ou for agredida deverá procurar a delegacia de polícia mais próxima do local em que os fatos ocorreram e, caso ela não se encontre em funcionamento, deverá procurar outra na mesma cidade. Embora o Movimento LGBTI+ lute pela capacitação e sensibilização de todas as delegacias de polícia para atender nossa população com atenção, respeito e não-discriminação, onde houver delegacias especializadas, elas podem ser um local mais bem preparado para atender delitos de LGBTIfobia (por exemplo, nos Estados que possuem uma DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). Não obstante
caiba reiterar que qualquer delegacia pode e deve receber as ocorrências LGBTIfóbicas como crime de racismo ou injúria racial, conforme o caso, e dar-lhes o devido andamento.
Em sede policial, a vítima deverá narrar os fatos na íntegra e com a maior riqueza de detalhes possível, fornecendo os seguintes elementos principais para a autoridade policial.

  1. Nome completo do(a) agressor(a) ou como é conhecido(a)
  2. Local onde o(a) agressor(a) reside ou onde ele(a) pode ser encontrado(a)
  3. A data do fato, especificando o dia e horário em que ocorreu
  4. O endereço do local ou a indicação do local do ocorrido
  5. Nomes e endereços de testemunhas que presenciaram o crime
  6. Descrever o ocorrido com o máximo de detalhes possíveis, enfatizando ações e palavras que evidenciem a LGBTIfobia
  7. Juntar todas as provas que conseguir coletar, como gravações e “prints”, por exemplo.

A vítima tem o direito de solicitar da autoridade policial uma cópia do boletim de ocorrência feito na delegacia, para que possa levá-lo consigo.
Travestis, mulheres transexuais e mulheres intersexo podem procurar a DEAM – Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em caso de violência motivada por gênero, requisitando ainda o uso do nome social e o respeito à sua identidade de gênero ou condição de intersexualidade, inclusive no registro de ocorrência. Se a DEAM não quiser atendê-las, estará cometendo ato de discriminação transfóbica ou contra pessoa intersexo, que poderá ser punido (por negar a mulheridade da identidade de gênero feminina das mulheres trans). Nesse caso, será indispensável procurar um(a) advogado(a) para lhe auxiliar nesses trâmites.
Caso haja recusa de qualquer funcionário(a) para a elaboração do boletim de ocorrência Policial em questão, a vítima deverá procurar um(a) advogado(a) ou a Defensoria Pública, ou a Ordem dos Advogados do Brasil da sua cidade, ou até mesmo o Ministério Público, que deverá elaborar o
pedido de instauração de inquérito policial, o qual suprirá a falta do respectivo boletim de ocorrência. Deverá, também, procurar a Corregedoria da Polícia Civil, para denunciar o(a) funcionário(a) pela respectiva omissão.
Importante frisar que, no registro de ocorrência, os fatos narrados devem estar de acordo com o que foi descrito pela vítima. É importante ler o que está escrito, para que contenha exatamente as informações sobre o ocorrido, sem nenhuma interferência ou manipulação por parte de quem estará efetivando o registro. Lembre que não é você que redigirá o relato, mas o(a) funcionário(a) da delegacia, que parafraseará muito do que você falou. É indispensável que conste no campo destinado ao relato da vítima as exatas palavras usadas pelo(a) agressor(a) LGBTIfóbico(a), para que possa ser caracterizado o crime de LGBTIfobia. Se, no final, apesar dos seus pedidos, algo importante não constar, recomenda-se procurar um(a) advogado(a) para fazer uma petição, em que explique os detalhes faltantes.

8.2. IDENTICAR POSSÍVEIS TESTEMUNHAS

Para que seja promovido um processo criminal, é imprescindível, além do comparecimento à delegacia de polícia mais próxima do local no qual o crime aconteceu (ou alguma delegacia especializada, onde houver) para narrar os fatos, a obtenção de testemunhas presenciais, que se  disponham a depor contra o agressor.
Na maioria dos casos, quando o crime não é praticado por escrito, pode haver pessoas que presenciaram o agressor praticando o ato de violência ou discriminação LGBTIfóbica. Por essa razão, a vítima tem que ter o cuidado de obter, no momento e local do fato, o nome, telefone e endereço das pessoas que presenciaram os atos discriminatórios perpetrados.
Saliente-se que, preferencialmente, essas pessoas devem ser terceiros, não parentes ou amigos(as) próximos(as) de quaisquer dos(as) envolvidos, pois a lei presume que familiares e amigos(as) próximos(as) seriam “parciais” em favor do(a) familiar ou amigo(a). Se apenas houver pessoas que são consideradas “suspeitas” ou “impedidas” de testemunhar que tenham presenciado o fato, a lei processual até admite que o Judiciário possa ouvi-las, a seu critério de conveniência, embora não enquanto “testemunhas”, mas “informantes”, ou seja, pessoas que falam em Juízo sem compromisso de dizer a verdade (ao contrário das testemunhas), o que significa que sua palavra não terá a mesma força para o Judiciário que a palavra de uma testemunha propriamente dita e pode não ser suficiente, sozinha, para a condenação, caso no qual recomenda-se haver outras provas do crime (por exemplo, a gravação de câmeras de segurança do local, que a delegacia pode requisitar).
Lembre que, contra funcionários(as) públicos(as) e policiais em geral, o ideal é ter, pelo menos, duas testemunhas. Isso, porque, pelo exercício da função pública, eles(as) têm a chamada fé pública, que significa que tudo que disserem se presume verdadeiro, até prova em contrário. E pode ser que, entre a palavra de uma pessoa com fé pública e outra sem, aquela “jogue pelo empate”, ou seja, sua palavra prevaleça. Por isso, tradicionalmente, recomenda-se que haja duas pessoas sem fé pública para que sua versão prevaleça sobre a que a tem (embora, eventualmente, pelo menos com um contexto probatório mais amplo, possa ser possível apenas uma testemunha ou apenas a prova documental bastar). Tudo que sugerimos nessa cartilha é a melhor das cautelas.
Caso exista(m) testemunha(s) sem relação de parentesco ou amizade com a vítima, ela(s) deve(m) ser levada(s) à delegacia de polícia, a fim de acompanharem a elaboração do respectivo boletim de ocorrência e proferirem os depoimentos de imediato, que será(ão) anexado(s) ao BO, evitando, assim a ocorrência de possíveis esquecimentos e até mesmo arrependimentos dessas pessoas em relatarem o que presenciaram (algo que, infelizmente, não é raro). Mas não há problema (legal/jurídico) se não for possível à(s) testemunha(s) (ou depoente/s) comparecer(em) junto à vítima na delegacia, pois bastará informar os dados dela(s), acima descritos, para que a delegacia as intime para depor em outra data.
Não há um número mínimo de testemunhas necessário para a prova dos fatos, mas o ideal é que sejam apresentadas, ao menos, 02 (duas) testemunhas que os tenham presenciado. Caso haja negativa das testemunhas em depor, a vítima poderá informar isso à autoridade policial no ato da elaboração do boletim de ocorrência, juntamente com os seus nomes, contatos e locais onde podem ser encontradas. A intimação pela autoridade policial torna o comparecimento obrigatório, ainda que as testemunhas apontadas não queiram depor.
Uma recomendação importante: sempre que possível, peça para a testemunha que se dispor a relatar em Juízo o que presenciou que te faça uma declaração escrita e assinada (não precisa ser de próprio punho nem ter firma reconhecida, embora essas duas circunstâncias ajudem). Nem por
“desconfiar” que ela mudará de ideia no futuro, mas porque com o passar do tempo, ela pode ir realmente esquecendo de detalhes importantes, e uma testemunha que não passe segurança do seu relato tem o peso do seu relato diminuído na análise do(a) Juiz(íza) e do Tribunal que analisarem o caso (pois prevalece o entendimento de que o Juízo tem livre apreciação da prova, para lhe atribuir o significado que a sua análise racional considerar mais coerente com o conjunto probatório). Essa precaução é importante não por uma “desconfiança” de que ela mudará de ideia no futuro, mas porque, com o passar do tempo, ela pode ir realmente se esquecendo de detalhes importantes – e uma testemunha que não passe segurança do seu relato tem o peso do seu relato diminuído na análise do(a) Juiz(íza) e do Tribunal que analisarem o caso (pois prevalece o entendimento de que o Juízo tem livre apreciação da prova, para lhe atribuir o significado que a sua análise racional considerar mais coerente com o conjunto probatório).

8.3. LEVAR AS PROVAS QUE CONSEGUIR PARA INSTRUIR A NOTÍCIA-CRIME

Ao fazer o registro da ocorrência, procure levar todo o material, se houver, que comprova o que você está alegando. Gravações, filmagens, câmeras nas imediações, “prints” e documentos. Tudo deve ser reunido e entregue para comprovar a ocorrência do fato criminoso LGBTIfóbico e juntado ao boletim de ocorrência. Além de dar credibilidade ao que você está noticiando, esses elementos ajudam a polícia a direcionar as investigações.

Você pode gravar tudo em um pen-drive ou DVD e entregar na delegacia.

Em suma, é indispensável que você reúna o máximo de provas sobre o ocorrido para anexar ao registro de ocorrência perante a delegacia.
Vale frisar que ,se o crime praticado não deixar prova material (por escrito, filmada, etc.) e não for presenciado por testemunhas, dificilmente haverá condenação do agressor.

8.4 BUSCAR ORIENTAÇÃO JURÍDICA

A orientação jurídica através de um(a) advogado(a) ou da Defensoria ública, logo após a ocorrência do crime ou mesmo após o registro do boletim de ocorrência policial, é extremante recomendável para que a vítima saiba todos os direitos que possui e como deverá proceder exatamente.
Contudo, deve-se deixar nítido que, tanto no crime de racismo, quanto no crime de injúria racial, a assistência de um(a) profissional da área jurídica é opcional, embora recomendável.
Isso, porque, muitas vezes, há dificuldade em efetivar o registro, e a presença de um(a) advogado(a) ou de um(a) defensor(a) público(a), embora não obrigatória, ajuda para um atendimento correto nas delegacias – especialmente para o enquadramento de acordo com o crime cometido, sem que haja descaracterização ou incentivo à impunidade ou ainda, classificação inadequada, ou pelo menos para que você já esteja representada (o) por pessoa apta a questionar judicialmente uma decisão que considere incorreta da delegacia.
Lembramos que a Defensoria Pública é um serviço gratuito, acessível a qualquer pessoa.

I. ACOMPANHAR O OFERECIMENTO DA DENÚNCIA OU DA QUEIXA-CRIME

É muito importante o devido enquadramento dos crimes LGBTIfóbicos na Lei Antirracismo.

O racismo é um crime de ação penal pública incondicionada, ou seja, tendo sido praticado e informado à autoridade policial, através da formalização de um boletim de ocorrência, será instaurado o pertinente Inquérito Policial que, ao seu findar, seja dado o devido encaminhamento  o mesmo ao Ministério Público para oferecimento da denúncia.
Já a injúria racial é crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima, o que implica dizer, que além de comunicar o fato à autoridade policial (mediante o boletim de ocorrência), deve-se, no momento do registro do BO, informar o interesse em que haja o processo penal, assinando a chamada representação (que, na prática, é um ato de confirmação do interesse que o processo penal seja movido). Feita a representação, o caso será gerido pelo Ministério Público, podendo a vítima, se desejar, constituir advogado(a) ou defensor público, para atuar no caso enquanto assistente de acusação, auxiliando o Ministério Público na busca pela condenação do(a) acusado(a).
A denúncia feita pelo Ministério Público, em ambos os casos, é o ato que dá início ao processo criminal contra o(a) agressor(a). Todavia, caso o Ministério Público não oferte a denúncia, a vítima poderá movê-la em seu lugar, através de um(a) advogado(a)devidamente constituído(a) ou de defensor(a) público(a), por intermédio da chamada ação penal privada subsidiária da pública.

II. EXISTE O RISCO DE O CRIME DE INJÚRIA RACIAL PRESCREVER?

O crime de racismo é imprescritível, ou seja, não há prazo para o agressor ser processado. Isso significa dizer que, neste caso não há limite de tempo para que a vítima procure a delegacia de polícia ou o Ministério Público para dar início ao processo criminal.
Esse é um dos poucos crimes que a Constituição Federal Brasileira considera imprescritível e inafiançável. Nesse último caso, isso significa que o(a) agressor(a) que for preso(a) em flagrante, cometendo o crime de LGBTIfobia enquadrado como racismo, não poderá pagar fiança para ser
solto(a).
Todavia, por um entendimento tradicional, talvez ainda majoritário nos livros de Direito, a injúria racial seria um crime passível de prescrição, no prazo máximo de oito anos (que pode ser menor, a depender da pena concretamente aplicada), de acordo com o artigo 109, inciso IV, do Código Penal Brasileiro, bem como admite que a autoridade policial arbitre uma fiança ao agressor,  conforme previsto no artigo 322 do Código de Processo Penal Brasileiro.
Vale destacar que, como mencionado acima, nós discordamos desse entendimento, por entendermos que a injúria racial é espécie de racismo, logo, é imprescritível. Isso já foi decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, que expressamente afirmou que a injúria racial é imprescritível, por ser uma manifestação específica de racismo, sendo irrelevante não estar na Lei 7.716/89 (Lei Antirracismo). É o que foi decidido no (ARE 686.965/DF),8 em decisão posteriormente mantida pelo STF.
Certamente, é um entendimento que ainda pode causar polêmica, seja por muitos(as) operadores(as) do Direito desconhecerem tal decisão do STJ, seja porque, em nosso país, há uma lamentável postura de se ignorar precedentes, mesmo de Tribunais Superiores, quando deles se discorda (um absurdo, mas realmente ainda não temos uma cultura de respeito aos precedentes judiciais em nosso país). Então, por cautela, denuncie o mais rápido possível o crime de injúria racial, faça a representação na delegacia de polícia se isso lhe for exigido (embora não o seja para o crime de racismo) e peça ao Ministério Público e ao(à) advogado(a) ou defensor(a) público(a)
que te representa, como assistente de acusação, para defender essa tese (de imprescritibilidade da injúria racial, por ser espécie de racismo) perante o Poder Judiciário.

III. ATENTAR PARA TODAS AS FASES DO PROCESSO

É importante que as pessoas saibam que, dificilmente, os(as) agressores(as) que cometeram os crimes de LGBTIfobia (enquadrados pelo STF como racismo e, consequentemente, como injúria racial) serão presos(as) pelo cometimento desses crimes sem que haja o acompanhamento dos casos e a materialidade das provas seja cabalmente demonstrada. E mesmo nestes casos, os registros de casos de prisão são poucos e, geralmente, resultam de flagrante.
Quando a vítima tem de comparecer à delegacia de polícia para noticiar o crime, pode haver a imediata prisão do agressor. Mas isso pode não acontecer, mesmo após uma sentença condenatória, pois a Constituição brasileira e a lei processual penal afirmam que ninguém será considerado culpado (logo, preso por condenação judicial) até o chamado trânsito em julgado do processo, ou seja, enquanto houver possibilidade de recorrer da condenação.
Contudo, mesmo após a condenação definitiva, a “prisão” (reclusão) pode não ocorrer. Isso porque a legislação brasileira admite a substituição da pena privativa de liberdade (prisão), por outra restritiva de direitos nos crimes cuja sentença condenatória tenha pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos, desde que obedecidas as demais disposições contidas no artigo 44 do Código Penal.
Mas não desanime! Isso, porque, ainda assim, a pessoa condenada criminalmente perderá sua primariedade em futuros processos, mesmo tendo a si aplicada “pena alternativa” e não pena de “prisão” (reclusão), de sorte que o seu processo criminal terá sido importante. Sem falar que a condenação em processo penal torna certo o dever de indenização civil, por danos morais, hipótese na qual a Justiça Civil discutirá apenas o valor devido, já que o dever de indenizar estará definido de maneira definitiva pela condenação penal. Ou seja, não se discutirá mais se a conduta do(a) agressor(a) foi ilegal ou não mesmo na Justiça Civil: a indenização na esfera cível é certa, apenas se discutindo o valor a ser pago de indenização.
É evidente que todo crime de ódio, como o LGBTIfóbico, traz prejuízo psicológico à vítima. Em alguns casos, o dano psíquico é mais grave e, em outros é de menor intensidade, mas o prejuízo sempre existe.
Da mesma forma, é evidente que não há dinheiro que recupere a dignidade humana aviltada, mas a indenização é necessária, tanto pela sua função compensatória(trazer alguma espécie de conforto à vítima), como pela sua função punitiva(em nosso país,a pena mais grave ainda é aquela que “dói no bolso”) e inibitória (desestimular o/a agressor/a e outras pessoas a repetir comportamentos criminosos).

9. COMO AJUDAR UMA VÍTIMA A EFETIVAR A DENÚNCIA:

Em certas ocasiões, a vítima não consegue denunciar sozinha. O que fazer nesses casos?

9.1. ESCUTE E ACREDITE EM SUA HISTÓRIA

Esse primeiro passo é super importante e faz toda diferença. Vítimas de violência sentem muita culpa, medo, vergonha e não se sentem seguras para ir sozinhas à delegacia. O fato dela querer se abrir pra você já demonstra que a situação está grave e que ela precisa de ajuda. Não questione. Não pergunte coisas do tipo “o que você fez?”, não tente minimizar a situação
Faça com que ela se sinta confortável para buscar apoio. Acompanhe seu estado psicológico e tente agregar mais pessoas que ela gosta e confia à conversa, para que se sinta segura.

9.2. NÃO DEIXE A VÍTIMA SOZINHA

Deixar claro para a vítima que ela não está sozinha é importante para fortalecer sua decisão de efetivar a denúncia. Ela precisa saber que poderá contar com uma rede de apoio que vai além das instituições. Família, amigos, colegas de trabalho, vizinhos. Coloque-se como opção de ajuda, ofereça o que estiver ao seu alcance, mas deixe claro que você será um apoio. Acompanhe a vítima na delegacia, até porque, se houver alguma ilegalidade nesta, como a recusa de lavrar o boletim de ocorrência, você poderá ser a nova testemunha, para essa nova denúncia. Sem falar que a sua presença aumentará a confiança da vítima para denunciar o crime que sofreu.

9.3. SUGIRA BUSCAR AJUDA EM OUTROS LUGARES ALÉM DA DELEGACIA

É comum que pessoas LGBTI+ recusem-se a ir a uma delegacia. Muitas vivem em situação de vulnerabilidade, e o ambiente de uma delegacia pode intimidar ainda mais. Mas existem alternativas, como Comissões da Diversidade Sexual e de Gênero das OAB de cada estado, Núcleos Especializados de Prática Jurídicas nas universidades (que prestam assessoria gratuita a populações em situação de vulnerabilidade), ONGs LGBTI+ e ativistas de direitos humanos que podem ajudar nesse processo de denúncia. Há estados e cidades que contam com Conselhos
LGBTI+, Coordenações de Políticas LGBTI+ (ou de Diversidade Sexual e de Gênero), delegacias especializadas e canais de denúncia por telefone como o Disque 100 LGBT. Procure se informar em seu estado para utilizar todos os mecanismos que estão à sua disposição.
Saiba que existe de fato uma comunidade LGBTI+, desde ativistas a não-ativistas que querem se ajudar reciprocamente para enfrentar casos de discriminação LGBTIfóbica. Você não está sozinho(a). Então, embora possa haver dificuldades lamentáveis, mesmo em órgãos que deveriam te acolher, (como a delegacia), saiba que há muita gente que pode te ajudar, bem como saiba que, com as informações dessa cartilha, você já terá condições de lutar pelos seus direitos! Conte conosco, pois auxiliaremos em tudo que estiver ao nosso alcance!

10. EXEMPLOS CLÁSSICOS DE LGBTIFOBIA QUE PODEM SER DENUNCIADOS.

Historicamente, a população LGBTI+ tem sofrido uma série de atos discriminatórios que, lamentavelmente, já se tornaram “tradicionais” e se repetem cotidianamente, mas que podem ser denunciados criminalmente, além de gerarem processo civil de indenização por danos morais e, nas cidades e/ou estados que possuírem leis antidiscriminatórias, processados também na esfera administrativa. Lembre que não incide a proibição do chamado “bis in idem” (punição múltipla pelo mesmo fato) por se denunciar nas três esferas (penal, civil e administrativa) porque só é proibido punir a pessoa duas vezes pelo mesmo fato no mesmo ramo do Direito e pelo mesmo objeto (ou seja, duas vezes na esfera penal, duas na esfera civil ou duas na esfera administrativa, ressalvando-se que cada ato ilícito pode gerar um processo em cada um desses ramos do Direito).

Alguns exemplos notórios:

  • Acusar homens gays ou pessoas trans de serem “pedófilos”;
  • Acusar o Movimento LGBTI+ de querer “destruir a família” ou “a sociedade”;
  • Acusar pessoas LGBTI+ de serem propagadoras de infecções sexualmente transmissíveis, como “grupo de risco”;
  • Impedir mulheres trans e as travestis de usarem o banheiro feminino, de acordo com sua identidade de gênero;
  • Deixar de atender comercialmente uma pessoa LGBTI+ da mesma forma e com os mesmos preços que pratica para pessoas heterossexuais e cisgêneras;
  • Imputar características pejorativas a todas as pessoas LGBTI+ ou a cada um dos segmentos da sigla, generalizando adjetivações negativas a todas as pessoas deste(s) grupo(s) social(is), ainda que a partir de um caso individual (ninguém culpa toda a heterossexualidade cisgênera pelas atitudes individuais de um heterossexual cisgênero, por exemplo, então constitui criminosa
    incitação ao preconceito LGBTIfóbico fazê-lo com a comunidade LGBTI+ por força da atitude de uma pessoa LGBTI+);
  • Menosprezar uma pessoa LGBTI+ apenas por força de sua orientação sexual ou identidade de gênero;
  • Proibir casais de lésbicas ou gays de participarem, ou serem excluídos, de eventos previstos para casais em datas como dia dos namorados;
  • Negar ou impedir demonstrações públicas de afetos por casais de lésbicas ou gays;
  • Demitir pessoas LGBTI+ em razão de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.

11. VIOLÊNCIA LGBTIFÓBICA NO AMBIENTE VIRTUAL

Além de todos os pontos apresentados até aqui, é importante ter em mente sobre como a evolução e disseminação das “novas tecnologias” da internet e da telefonia móvel mudaram a maneira como as pessoas vivenciam suas experiências sociais. E que, apesar de úteis e de facilitar ambientes de troca de informação e debate, as redes sociais e outras áreas da comunicação digital têm sido também um espaço de diversas violências contras as pessoas LGBTI+.
As violências LGBTIfóbicas na internet não estão descoladas do “mundo real”. E podem ser facilmente identificadas pelo que listamos anteriormente. Assim como também estão calcadas no desrespeito e ataques em relação às orientações sexuais e identidades de gênero, xingamentos, comentários maldosos ou depreciativos, ameaças, e em expectativas sobre o que seria um “comportamento normativo adequado” no ambiente virtual.
Os espaços virtuais reproduzem discriminações construídas socialmente e podem ser componentes para reforçar estigmas e incentivar violências contra as LGBTI+ tais como a transfobia, lesbofobia, homofobia, além do bulllying escolar, a violência sexual, o estupro corretivo de lésbicas ou homens trans e transmaculinos.
O espaço virtual é ilimitado: a distribuição do conteúdo acontece em efeito cascata e com velocidade, e o alcance com que a mensagem contendo ameaças ou outras formas de violência pode atingir é grave, preocupante e, pior, difícil de controlar e ser revertido. Com isso, novas formas de violência ontra as LGBTI+ têm surgido a cada instante no espaço virtual.

11.1 LGBTIFOBIA E CYBERBULLYING

No Brasil, entre várias possibilidades de extensão das violências pela comunicação digital tem chamado atenção da opinião pública pelo número crescente de casos que chegam às delegacias e tribunais: o “cyberbullying”.
O cyberbullying pode ser entendido como o uso de ferramentas do espaço virtual, como as redes sociais e os celulares, para disseminar comentários violentos, depreciativos e até ameaças, calúnias e injúria. Pode atingir qualquer pessoa, mas, geralmente, essa forma de violência mobiliza sistemas discriminatórios, como o sexismo, o preconceito de classe, o
racismo e a LGBTIfobia.
O alcance da mensagem e a cumplicidade de conhecidos e desconhecidos que a repassam adiante intensificam o poder de agressão. No caso das LGBTI+ jovens, a forte inserção do espaço virtual no cotidiano e nas relações sociais torna a mensagem praticamente permanente.
A pesquisa Jovem Digital Brasileiro9 mostrou que 96% dos entrevistados com idade entre 15 e 32 anos usam a Internet diariamente e 90% navegam em redes sociais. Quatro aplicativos de comunicação que estão em 80% dos celulares: Facebook, E-mail, WhatsApp e YouTube.
Além disso, muitos desses apps tem sido usados por interesses políticos que tem contratado empresas de disparo em massa, que disseminam fakenews (como mamadeira de piroca, ideologia de gênero, cirurgias de redesignação sexual em crianças, etc) contra a população
LGBTI+, e tem usado estratégias violentas no ambiente virtual a fim de violar nossos direitos e perseguir as conquistas que temos alcançado.

11.2 ESPAÇO VIRTUAL CONSEQUÊNCIAS REAIS

Os profissionais que lidam com esse tipo de crime alertam que suas consequências não são menos graves por conta da violência se propagar em um espaço virtual. Ao contrário, muitas vezes, o alcance e a permanência que as ferramentas online permitem e intensificam o trauma das agressões sofridas. Em diversos países, e também no Brasil, os crimes virtuais tem levado algumas vítimas ao suicídio, especialmente as mais jovens.

11.3 ACESSO À JUSTIÇA E APOIO NOS CASOS DE VIOLÊNCIA NA INTERNET

O mundo virtual ainda causa controvérsias nos Tribunais brasileiros e, muitas vezes, a responsabilização pelos crimes pode ser comprometida por lacunas jurídicas ou falta de familiaridade dos operadores de Justiça com o tema. A legislação atual permite o enquadramento do crime no ambiente virtual sob a ótica da responsabilidade civil (danos morais) e criminal.
Nesta última esfera, além dos crimes de racismo e contra a honra (injúria, calúnia e difamação), as mulheres vítimas adultas, se sofrerem violência psicológica e danos morais, encontram amparo na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), e as menores de idade também são protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Como a violência contra as LGBTI+ acontece em contextos em que outros marcadores sociais da diferença também atuam, outras legislações podem ser aplicadas dependendo do conteúdo das agressões. Se mobilizados discursos racistas, e o reconhecimento da decisão do STF, o crime pode ser processado como injúria racial, passível de pena de multa e até três anos de prisão.

11.4 COMO DENUNCIAR

No Brasil, há duas leis que estabelecem diretrizes de bom uso e protegem os direitos dos internautas. A primeira delas é o Marco Civil da Internet, que estabelece a utilização da internet no Brasil, indicando os direitos e deveres dos internautas e das entidades que fornecem serviços virtuais. Aliado ao Marco Civil, a lei Carolina Dieckmann, proíbe a tomada de dispositivo de outra pessoa para ter, mudar ou eliminar dados do proprietário do dispositivo.

11.5 FAZENDO O BOLETIM DE OCORRÊNCIA ON LINE

Hoje é possível fazer um boletim de ocorrência pela internet em quase todos os estados do Brasil e no Distrito Federal. Simples e prático, o registro online é emitido na mesma hora e a pessoa já tem em mãos um documento válido, tanto quanto o tradicional e sem ocupar o delegado e o escrivão, e nem perder seu próprio tempo em espera e deslocamento.
A primeira coisa para fazer a denúncia de crimes virtuais é ter em mãos todos os dados referentes à ação. A pessoa ofendida, ameaçada, injuriada ou agredida verbalmente no ambiente virtual, deve salvar tudo que for capaz de ajudar na comprovação do crime.
Entre os dados, incluem-se e-mails, links, fotos da tela (prints), informações do infrator (endereço de e-mail que foi enviado pra você, ou perfil do autor, por exemplo), mensagens e imagens de rede sociais e tudo mais que possa servir de prova. Importante: guarde todos os elementos e documentos consigo.
Com todos os dados na mão, se for possível, registre em cartório os documentos com ata notarial. Isso vai fazer com que a evidência tenha autenticidade, confirmando que tudo que está ali é verdadeiro. Depois disso, é preciso realizar um boletim de ocorrência, que pode ser feito online no site da policia civil do seu estado, relatando o que aconteceu. Algumas cidades do Brasil já possuem delegacias de polícia especializadas em crimes cibernéticos.
Crimes virtuais que atentem contra os direitos humanos, como racismo, neonazismo, pornografia infantil, LGBTIfobia e aliciamento infantil, podem ser denunciados tanto pelo site SaferNet10, quanto pelo Disque 100. E os crimes de violência contra mulheres, LBTI, podem ser denunciados no Disque 180.

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Acompanhantes Garotas de programa Sex Work is Real Work

STRASS – O Sindicato francês d@s Profissionais do Sexo

O STRASS ou Syndicat du TRAvail Sexuel existe desde 2009 na França. Foi criado por profissionais do sexo durante a Conferência Europeia da Prostituição, que se realizou então em Paris; Reuniram-se profissionais do sexo, acompanhadas por advogados, assistentes sociais, sociólogos, etc.

O Pimenta.Club está na luta com o STRASS para que todas @s profissionais do sexo tenham os mesmos direitos que qualquer trabalhador. È preciso ter representatividade para que exista uma defesa contra qualquer violação dos direitos da classe.

STRASS para quem?

O STRASS representa todas as profissionais do sexo, independentemente de seu gênero ou tipo de trabalho sexual envolvido. Garotas de programa, (de rua ou anunciantes em site de acompanhantes), atores pornôs, massagistas eróticos, dominatrizes profissionais, operadoras de telefone rosa, modelos de webcam, strippers, modelos eróticas, etc.

O STRASS dá atenção especial às mulheres – ao adotar uma postura feminista baseada no direito de todos de dispor livremente de seu corpo – e aos migrantes – ao adotar uma posição crítica em relação às políticas de migração que os colocam em perigo.

Women from the STRASS trade union (Syndicate for sexual workers) hold placards reading “Stop repression, not our clients” (R) during a protest march to condemn violence against women, on November 23, 2019 in Marseille, southern France (Photo by CLEMENT MAHOUDEAU/AFP via Getty Images)

O STRASS para quê?

#apenas-os-direitos-podem-parar-os-erros

  1. Exigem a aplicação da lei comum a todas as profissionais do sexo. Até à data, a legislação francesa é particularmente discriminatória contra as trabalhadoras do sexo que são prostitutas (de rua ou de interior), como resultado da política proibicionista seguida pela França.
  2. Lutam pelo reconhecimento de todas as formas de trabalho sexual, contra sua proibição, pois todas as disposições repressivas que dificultam seu exercício mantêm as trabalhadoras do sexo na insegurança e na ilegalidade.
  3. Exigem que as trabalhadoras do sexo, especialmente as estrangeiras e em situação irregular, sejam efetivamente protegidas contra o trabalho forçado, a servidão e a escravidão, bem como o tráfico para esse fim, em aplicação do direito comum. As crianças também devem ser protegidas de forma eficaz contra a exploração sexual.
  4. Exigem o desaparecimento do código penal das disposições que sancionam especificamente o “aprovisionamento”. Supostamente nos protegem dos exploradores, também impedem a prática da prostituição ao nos negar a possibilidade de nos organizarmos (impedindo-nos, por exemplo, de compartilhar um local de trabalho) ou de nos beneficiarmos de qualquer ajuda externa. Estas disposições têm também como consequência isolar-nos cada vez mais do resto da população, acusando-nos de procurar qualquer pessoa que beneficie dos nossos rendimentos, incluindo membros da nossa família ou amigos, a menos que provem que o seu estilo de vida corresponde a seus recursos.
  5. Por último, opõe-se veementemente à penalização dos clientes na França. A lei já permite punir as agressões ou agressões sexuais, bem como “clientes” de menores, em particular pessoas vulneráveis ​​ou vítimas de trabalho forçado ou tráfico. Sancionar clientes de profissionais do sexo adultas, na ausência de qualquer abuso ou violência, não só mina a liberdade sexual, mas também tem o efeito de piorar a situação, tornando o trabalho e a vida mais precários.

Rejeitamos a ideia de que somos, por princípio, vítimas que deveriam ser salvas, contra a nossa vontade.

Manifestações contra crime de solicitação pública

Na França, profissionais do sexo representadas pelo STRASS entraram na luta no 2015 para a revogação do crime de solicitação pública. Quaisquer que sejam as opiniões sobre a prostituição, o povo francês é unânime em afirmar que as prostitutas não devem ser penalizadas. Na prática, a lei de solicitação pública implicava que os clientes estavam cometendo um delito na hora de solicitar os serviços de uma acompanhante.

A STRASS afirmou que o crime de solicitação publica, só ia reforçar o status dos trabalhadores sexuais de pessoas “socialmente inadaptadas”, o que é estigmatizante e devia ser revogado.

Atendimento para denúncias de violência

O STRASS criou um endereço dedicado para profissionais do sexo que tiveram uma experiência de violência psicológica e / ou física, abuso, extorsão, intimidação, chantagem, ameaças, falta de pagamento, etc. Você pode entrar em contato conosco para obter informações, aconselhamento jurídico ou até mesmo suporte para registrar uma reclamação e as consequências (na medida do possível). Você pode escrever para nós em service-juridique@strass-syndicat.org Entre em contato conosco em caso de violência: violences@strass-syndicat.org

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Padre preso após sexo com duas Dominatrix no altar

O reverendo Travis Clark é acusado de ter um trio com a atriz de filmes adultos Mindy Dixon, 41, e Melissa Cheng, 23, na Igreja Católica Romana de São Pedro e São Paulo, na Louisiana, em 30 de setembro. Eles foram pegos em flagrante por um transeunte que decidiu verificar a igreja de Nova Orleans depois de ver as luzes ainda acesas às 23h. O cidadão foi até a janela para ver o que estava acontecendo e ao olhar, percebeu que havia uma festa de sexo a três com dominatrix. , Ele filmou o encontro e alerto a polícia.

O padre seminu foi visto tendo relações sexuais com duas mulheres que usavam espartilhos e botas de salto alto.

A festa estava pronta, com iluminação de palco, brinquedos sexuais e um telefone celular em um tripé filmando o encontro. Um post em uma conta de mídia social associada a Dixon disse que um dia antes ela estava a caminho da área de Nova Orleans para se encontrar com outra dominatrix “e profanar uma casa de Deus”.

O religioso e suas acompanhantes, identificadas como Mindy Dixon,de 41 anos e Melissa Cheng, garota de programa de 23 anos foram presos, acusados de obscenidade por praticarem sexo em um lugar  à vista do público.

O padre e as 2 mulheres foram presos por supostamente violar uma lei de obscenidade que proíbe as pessoas de fazer sexo em público.

O que é bizarro é que a única maneira que a testemunha poderia ter visto era espiando pelas janelas!!!!

O caso aconteceu em 3setembro, mas só foi revelado pela imprensa internacional nesta semana.

Revolta do Arcebispo

O arcebispo Gregory Aymond chamou o ato de “demoníaco”. Ele estava vestido com sua estampa sacerdotal … bem, apenas parcialmente.

Travis Clark era capelão de uma escola secundária católica da região e estava à frente da igreja de São Pedro e São Paulo desde o ano passado. Ele foi ordenado sacerdote em 2013. A arquidiocese de Nova Orleans, suspendeu Clark de suas funções.

Um ritual religioso será feito pelo arcebispo Greg Aymond para restaurar a santidade do altar.

O arcebispo disse que a única maneira de restaurar a santidade da igreja, era queimar o altar, acrescentando: “Estou furioso. Quando os detalhes ficaram claros, mandamos remover o altar e queimado. Vou consagrar um novo altar amanhã. ”

Altar queimado após suposto trio dentro da igreja; arcebispo chama as ações do padre de ‘demoníacas’
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Garotas de programa Notícias

Motorista de app contratava programas e roubava acompanhantes

O presunto criminoso ligava para as garotas de programa, fechava uma cachê e um encontro. O  homem recebia o serviço e no final dizia que ia sacar dinheiro para pagar e acabava as roubando.

Motorista de app acusado de dar golpe em garotas de programa

Aconteceu em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá)., um motorista de aplicativo de 27 anos está sendo acusado de roubar e dar golpes em garotas de programa de Cuiaba.

A Polícia Militar soube do caso após uma das garotas vitimas de roubo acionar a PM para denunciar o suspeito. Ele foi encontrado ontem domingo (11/10), dias após ter supostamente dado o golpe na garota.

A vítima, uma garota de programa de 21 anos, declarou na PC que no dia 26 de setembro foi contratada pelo suspeito e ambos seguiram para um motel. Após o serviço, ele afirmou que precisava sacar o dinheiro para pagar a cachê.

O homem pagou o motel com cartão e saíram de lá dizendo que iria sacar o dinheiro.

O suspeito, no entanto, dirigiu-se para um lugar isolado e, sob ameaça, além de não pagar os serviços da garota de programa, ainda roubou R$ 600 que estavam com ela. Depois disso, ele fugiu.

No domingo de manhã ela viu o suspeito na rotatória do Shopping de Várzea Grande e acionou a Polícia Militar. Uma equipe foi até o local.

Ela, porém, não havia registrado boletim anterior de ocorrência sobre o roubo e golpe. Os policiais, então, apenas puderam abordar o motorista de aplicativo e checar o nome dele. Ele tinha passagens por cárcere privado e ameaça, mas nenhum mandado em aberto.

Como não havia situação de flagrante, os militares encaminharam os dois para a delegacia e apenas registraram o boletim de ocorrência do caso.

Na delegacia, a vítima contou que várias outras garotas de programa foram vítimas do suspeito, com o mesmo modus operandi, mas nenhuma delas registrou boletim de ocorrência.

Com isso, o suspeito acabou liberado e o caso foi encaminhado para investigação da Polícia

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Imperdível! Dafne Anãzinha responde as perguntas das #GarotasPimenta parte II

Famoso é problema! Ô….(ela toca o nariz com o dedo)

A Lia Regina @AnazinhaDafne não tem medo da verdade e tem aprendido a se valorizar, sendo uma referência na mídia, dando visibilidade para a classe e para todos as pessoas que apresentam nanismo.

Ao longo de uma semana nossas garotas anunciantes perguntaram para Lia Regina sobre as coisas do dia a dia de uma acompanhante. Veja a seguir a segunda parte. Imperdível!

Para quem gosta de ler, temos um resumo por escrito da entrevista.

  1. Qual seu tipo de cliente preferido?
    Os clientes mais velhos
  2. Vc é de onde?
    Curitiba
  3. O que você procura na vida hoje?
    Estudar e me aperfeiçoar, ter um bom casamento e respeito
  4. Como ser mais profissional do sexo hoje?
    Acho que você precisa ser simpática, ter paciência com o cliente.
  5. Qual foi a atendimento mais difícil ou constrangedor de fazer?
    Foi o cliente querer enfiar comida dentro de mim
  6. Qual posição eles mais gosta ?
    De 4
  7. Aceitaria fazer programa por uma bela quantia?
    Sim quando eu era gp, hoje não.
  8. Você curte novinho? Qual era sua idade preferida para os clientes?
    Não gosto e nunca gostei, eu gosto dos mais velhos
  9. Você acha que vale tudo por dinheiro?
    Tem coisas que não vale o dinheiro. Na verdade tem homens que nem pagando eu quero
  10. O que você acha que não pode faltar em uma acompanhante?
    Paciência
  11. Com quantos anos vc começou?
    30 anos
  12. Anã tem problema em se relacionar com homem de pau grande?
    Não tem problema nenhum
  13. Você tem o mesmo tesão pelos homens hoje que antes de começar a trabalhar?
    Quanto mais sexo você faz, mais tesão você tem. Hoje tenho mais tesão que antes
  14. O que você acha do Pimenta.Club e dos sites de acompanhantes em geral?
    Sites de acompanhantes são essenciais para você conseguir clientes e ganhar dinheiro. Então invista bastante nisso.
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Falta de dinheiro é um dos motivos para seguir na Vila Mimosa

Vila Mimosa no Rio de Janeiro é uma tradicional zona fechada de prostituição localizada no centro da cidade. Apesar de ter o nome de vila, começou em um grande galpão em forma de um quadrado com 2500², onde tem uma parte de frente para a rua principal (Sotero dos Reis) e há proliferação de estabelecimentos de garotas de programa. Trata-se de um agrupamento de estabelecimentos localizados num mesmo espaço e ligados pela atividade da prostituição.

Assemelhasse a uma galeria comercial, em que uma loja estaria ao lado da outra, contudo, trata-se de bares.

A passagem entre os dois lados é  estreita e coberta. As duas entradas são identificadas pelos toldos amarelos e azuis colocados nas varandas dos estabelecimentos junto à rua principal. Os bares e boates localizam-se na parte de baixo e os quartos, para a realização dos programas, no segundo andar.

Porém não é só sexo que é ofertado na Vila Mimosa. O reclamo das Garotas de Programa alimenta um comércio de centenas de pessoas oferecendo as mais variadas mercadorias.

O lugar é um formigueiro de pessoas que expõem suas mercadorias no chão ou perambulando pelas ruas. Vendedores informais vendem: sucos, salgados, roupas intimas, cosméticos, bijuterias e os mais variados produtos que conseguem carregar.

A Associação dos Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa afirma que nos finais de semana há cerca de 4.500 pessoas cada noite transitando no complexo da Vila Mimosa.

Falta de clientes, principal reclamação da pandemia

Veja vídeo do documental, terceiro episódio da série Prostituição, onde a R7 mostrou histórias de garotas de programa da Vila Mimosa, na zona norte do Rio.

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Profissionais do sexo não podem ser esquecid@s na resposta à Covid-19

Com o titulo de “As profissionais do sexo não devem ser esquecidas na resposta COVID-19” o jornal The Lancet publicou um articulo científico que gostaríamos de traduzir para vocês.

Credenciais do artículo:

Texto na integra

À medida que os países mantêm ou ajustam medidas de saúde pública, legislação de emergência e políticas econômicas em resposta à pandemia COVID-19, há uma necessidade urgente de proteger os direitos e apoiar os membros mais vulneráveis ​​da sociedade. As trabalhadoras do sexo estão entre os grupos mais marginalizados. Globalmente, a maior parte do trabalho sexual direto cessou em grande parte como resultado do distanciamento físico e medidas de bloqueio postas em prática para interromper a transmissão do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), potencialmente tornando uma população frequentemente marginalizada e economicamente precária mais vulnerável.

1.- A maioria das trabalhadoras do sexo, mesmo aquelas que podem transferir seu trabalho online, estão financeiramente comprometidas e algumas são incapazes de interromper os serviços pessoais.

2.- É imperativo que as trabalhadoras do sexo tenham acesso aos esquemas de proteção social como membros iguais da sociedade.

Como acontece com todos os aspectos da saúde, a capacidade das profissionais do sexo de se protegerem contra COVID-19 depende de seus comportamentos individuais e interpessoais, seu ambiente de trabalho, a disponibilidade de apoio da comunidade, acesso a serviços sociais e de saúde e aspectos mais amplos da legislação e situação econômica.

O estigma e a criminalização significam que as trabalhadoras do sexo podem não buscar, ou se qualificar para, proteção social governamental ou iniciativas econômicas para apoiar pequenos negócios. Prisões policiais, multas, violência, interrupção da ajuda por parte da polícia e deportação compulsória foram relatados por profissionais do sexo em diversos ambientes, alimentando preocupações de que a pandemia está intensificando o estigma, a discriminação e o policiamento repressivo.

As trabalhadoras do sexo que não têm onde morar, usam drogas ou são migrantes com situação legal ou de residência insegura enfrentam maiores desafios no acesso a serviços de saúde ou alívio financeiro, o que aumenta sua vulnerabilidade a resultados de saúde precários e impactos econômicos negativos de longo prazo. Maior prevalência de condições de saúde subjacentes entre profissionais do sexo7 pode aumentar o risco de COVID-19 progredir para doença grave.  A demanda por abrigo e moradia com apoio aumentou, pois os locais de trabalho do sexo foram fechados ou o pagamento do aluguel inadimplente devido à perda de renda.

Os problemas de saúde mental existentes tendem a ser exacerbados pela ansiedade em relação à renda, alimentação e moradia, ao lado de preocupações com a infecção de continuar a trabalhar na ausência de proteção social.

O risco de infecção com SARS-CoV-2 é aumentado para aqueles que compartilham instrumentos para uso de drogas.

Formas alternativas de manter ou estender o tratamento e a prescrição de substitutos de drogas são importantes para salvar vidas em locais onde os serviços são fechados ou restritos ou onde há falta de pessoal devido a doenças.

Existem poucas evidências confiáveis ​​do risco de infecção ou complicações de COVID-19 entre pessoas que vivem com HIV, embora o risco possa ser maior entre aqueles que são imunocomprometidos e não estão sob tratamento para o HIV.

A evidência da revisão sugere, em média, o uso de terapias anti-retrovirais já é baixo entre as trabalhadoras do sexo que são HIV positivas em ambientes de alta e baixa renda.É crucial que a interrupção dos serviços de saúde não reduza ainda mais o acesso ao tratamento e prevenção do HIV ou a serviços vitais para lidar com a violência doméstica ou outras formas de violência.

Modelos matemáticos sugerem que, mesmo com testes e rastreamento de contato generalizados, na ausência de uma vacina COVID-19, o distanciamento físico será uma intervenção chave para prevenir a transmissão da comunidade globalmente.1A modelagem inicial que informa as políticas de distanciamento físico não leva em consideração as necessidades das populações vulneráveis ​​ou seu acesso e adesão às orientações oficiais.

Ganhos no nível da população, como redução nas admissões hospitalares e mortalidade, são provavelmente intangíveis para populações marginalizadas para as quais os efeitos negativos imediatos do distanciamento físico podem ser substanciais. A incapacidade de trabalhar, o acesso reduzido aos serviços de saúde e o aumento do isolamento provavelmente resultarão em resultados de saúde mais precários e no aumento das desigualdades, especialmente quando os indivíduos são amplamente excluídos dos esquemas formais de proteção social.

As organizações de trabalhadoras do sexo responderam rapidamente ao COVID-19 circulando fundos para privações; ajudando com aplicações de alívio financeiro; defendendo que os governos incluam profissionais do sexo na resposta à pandemia; pedindo direitos trabalhistas básicos para facilitar condições de trabalho mais seguras; e fornecer orientação de saúde e segurança para aqueles que se deslocam online ou incapazes de parar os serviços diretos.

Em todo o mundo, as iniciativas do governo incluem o fornecimento de pacotes de comida para profissionais do sexo em Bangladesh, o fornecimento de moradia de emergência na Inglaterra e País de Gales e a inclusão de profissionais do sexo em benefícios financeiros na Tailândia, Holanda e Japão. No entanto, esses esquemas geralmente excluem os mais marginalizados, incluindo aqueles que são sem-teto, transexuais ou migrantes.

Há uma necessidade crítica de governos e provedores de assistência social e de saúde trabalharem com as comunidades afetadas e provedores de serviços de linha de frente para co-produzir intervenções eficazes. Exemplos de intervenções necessárias são descritos no painel . As organizações existentes de trabalhadoras do sexo fornecem uma base essencial para o trabalho de saúde comunitária e, em colaboração com os serviços de saúde, podem facilitar e garantir a adequação dos testes comunitários e rastreamento de contatos, bem como maximizar a absorção de potenciais futuras vacinas ou tratamentos COVID-19.

Painel

Intervenções-chave para abordar os danos do COVID-19 entre profissionais do sexo
Todas as intervenções e serviços devem ser planejados e implementados em colaboração com organizações lideradas por profissionais do sexo.

Intervenções sociais e estruturais

  • Benefícios financeiros e proteção social para todas as trabalhadoras do sexo, incluindo migrantes com status de residência ilegal ou incerto;
  • Cessação imediata de prisões, reides e processos por trabalho sexual e pequenos delitos relacionados com drogas e reforma de longo prazo de políticas e leis que se mostraram prejudiciais à saúde;
  • Fornecimento de moradia de emergência para os sem-teto, moratória sobre despejos e assistência com aluguel ou reembolso de hipotecas para os necessitados.

Serviços de saúde

  • Conselhos de promoção da saúde adequadamente direcionados sobre a prevenção de COVID-19 com tradução linguística/
  • Distribuição de desinfetante para as mãos, sabonete, preservativos e equipamento de proteção individual;
  • Manutenção e extensão de serviços centrados na pessoa para atender às necessidades associadas à saúde mental, uso de álcool e outras drogas, violência física e sexual e saúde sexual e reprodutiva, incluindo tratamento de HIV e cuidados relacionados à transição;
  • Teste COVID-19 e rastreamento de contato entre profissionais do sexo e grupos marginalizados.

Alcançar comunidades mais saudáveis ​​e controlar o COVID-19 requer uma resposta coletiva e inclusiva. Recursos e apoio para profissionais do sexo precisam ser priorizados.

O envolvimento das comunidades em esquemas de proteção social, serviços de saúde e informações permitirá que as profissionais do sexo protejam sua saúde durante esta pandemia como cidadãos iguais, de acordo com os princípios de justiça social.

As reformas das políticas sociais e legais, incluindo a descriminalização do trabalho sexual, podem reduzir a discriminação e a marginalização das profissionais do sexo e permitir a prestação de serviços vitais de saúde e sociais.3 Essa necessidade se torna mais aguda à medida que os desafios sociais e de saúde existentes são exacerbados pela crise do COVID-19.

Declaramos não haver interesses conflitantes.

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Dafne Anãzinha responde as perguntas das #GarotasPimenta

Nossa amiga Lia Regina, mais conhecida como Dafne Anãzinha, combinou com nossa equipe uma entrevista onde nossas  acompanhantes anunciantes no Pimenta.Club faziam as perguntas.
Ao longo de uma semana perguntamos a varias das nossas anunciantes mais fieis qual é a pergunta que fariam para a Dafne Anãzinha.

Na época da fama, ela chegou a participar de programas como “Pânico”, “The Noite” e o “Programa do Ratinho”.

As questões para a Lia foram selecionadas entra mais de 50 perguntas efetuadas pelas nossas acompanhantes em um formulário pop-up acessível desde nossa área de usuários.

Assista a seguir a primeira parte:

Para quem gosta de ler, temos a versão por escrito da entrevista.

Perguntas das #GarotasPimenta para Dafne Anãzinha – parte I

1.- Quanto vc cobra(va) por hora? 

Não. Eu cobrava um valor fixo de 150,00, mas não cobrava por hora era livre. Mas normalmente os clientes não ficam muito tempo no motel, a maioria é casado. Garotas de programa que se preocupam com o horário os clientes nunca voltam.

2.- Qual posição vc mais gosta?

Eu gosto de ir por cima

3.- Vc gosta de q?

Eu gosto de muita preliminar antes do sexo, para eu me sentir muito molhada

4.- Se largaria tudo hj pra voltar a vida de gp?

Hoje não, eu estou casada não largaria o marido por nada. Mas nunca diga nunca kkkk

5.- Vc chupa gostoso?

Sim no meu livro tem um crédito de como chupar gostoso kkkk. Adoro engolir a porra todinha

6.- Se ela conseguiu sair dessa vida de pg?

Sim, faz 4 anos que estou casada, foi um pedido do meu marido.

7.- Gostaria de saber se você gosta de ser selvagem na hora do sexo ?

Sim, eu gosto muito de gritar, gemer, pedir mais. Eu adoro ser selvagem. Adoro algemas, adoro mijar na cara dos homens.

Dafne Anãzinha responde as perguntas das Garotas Pimenta

8.- Vc começou como? foi instigada por propostas?

Eu falo isso detalhadamente no meu livro, mas eu comecei sem ninguém me falar, eu fazia sexo com os homens em troca de mac donalds, depois de um tempo coloquei anuncio nos sites e comecei sozinha, sem intermediários. Homens que saiam comigo antes da prostituição não queriam me assumir por ser anã. Na prostituição foi o contrário minha deficiência foi motivo de curiosidade.

Eu fiquei revoltada com esses homens e passei a cobrar. Os clientes me tratavam melhor do que os homens que eu não cobrava nada.

9.- Como ela conseguia seus clientes famosos?

Olha eu acho que esses clientes famosos me procuravam para realizar suas fantasias, eles mesmo viam os anúncios, não teve intermédio de ninguém.

Eu atendi eles antes de ficar famosa, então acho que vai de ter um anúncio sincero do que você faz e não faz. Um bom anúncio é tudo. Seja a mais sincera nesse quisito. E também vai de boca a boca se a menina é boa todos ficam sabendo dela rapidamente. No meu livro tem 10 dicas de como atender bem o cliente.

10.- Quero fazer clientes fixo, o que eu faço?

Isso é muito pessoal de cada menina, às vezes não da pra agradar todo mundo entende? Se você tiver paciência para conversar com o cliente, entender o que ele realmente quer, Nunca ficar olhando o relógio, atender bem ele. Fazer um sexo bem gostoso e carinhoso ele sempre volta.

11.- Uma técnica pra aliviar a dor quando o cara for muito dotado

Olha eu nunca tive técnica, nada melhor do que um dia após o outro. Mas quando o cara era muito dotado eu ficava por cima porque doia menos. Se ele insistir de quatro você vai se deitando lentamente kkk.

12.- Você em algum momento se envergonhou por ser acompanhante ?

Nunca senti vergonha do que eu fazia. Quando fiquei internada por depressão (eu conto isso no livro) eu aprendi uma coisa: Saber o que quer fazer e ser a melhor naquilo.

13.- Se ela está feliz com a atividade?

Eu era extremamente feliz na época em que eu era prostituta, hoje eu sou muito feliz também. Me sinto realizada. Meus clientes me fazia me sentir a melhor pessoa do mundo e isso é ótimo para a autoestima

14.- Como faço pra ganhar clientes mais rápido?

Você vai ter muitos clientes só se você atender bem ele, como falei, não adianta nada finjir que gosta, você tem que tentar ao máximo entender o cliente, entender porque ele está ali com você. Conversar muito, deixar ele falar. A melhor propaganda é o boca a boca, se um cliente gostar de você ele te indica para os amigos e assim por diante. Acho importante ter um blog, pois os homens adoram que falem deles.

15.- Vc atendia clientes p viagens ou fds?

Sim, eu atendia todos os dias no motel, mas tinha clientes que me pediam para viajar com eles, mas isso vai da pessoa confiar. Tem muita gente querendo fazer mal para outras meninas, acho importante atender no motel sempre. Tome bastante cuidado.

Lia lançou o livro “A Pequena Notável: Dafne Anãzinha” em formato digital disponível a venda no . amazon.com por R$23 e de forma gratuita para os usuarios Kindle. Na obra, ela ralata sua vida durante e depois da prostituição.

 

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Novo sistema PIX facilita pagamentos pelo celular

O Pix é o novo meio de pagamentos instantâneos do Banco Central que promete “balançar” o mercado. Muito mais rápido e simples, o serviço poderá ser usado por qualquer pessoa que possui uma conta bancária e quer trazer mais praticidade para o seu dia a dia.

Novo sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo governo, o PIX, pode ser utilizado para transações de maneira mais simples e ágil.

A “chave PIX” é um “código” para identificar e localizar cada conta no sistema. Você poderá cadastrar como chave um número de celular, um e=mail ou seu CPF. Ao criar a chave, o usuário realizará transações de maneira simples e ágil.

Quem pode fazer um Pix?

Qualquer pessoa que possua uma conta corrente ou de poupança em um dos bancos prestadores de serviço de pagamento (instituições financeiras) participante do Pix.

Pix pode facilitar a vida de acompanhantes com pagamentos efetuados pelo celular de uma maneira fácil. Para cobrar uma cachê pode-se criar um QR Code, que é pago pelo cliente com uma simples leitura, evitando ter que carregar a maquininha.

Onde fazer o cadastro do PIX

No seu banco!
O Pix é disponibilizado pela maioria das instituições financeiras do Brasil!

Tem que ter um aparelho celular?

É o recomendado. O Pix é disponibilizado pelas instituições financeiras a través do telefone celular. Outros possíveis acessos podem ser oferecidos a critério de cada instituição. Internet banking,  presencialmente nas agências, nos caixas eletrônicos ou nos correspondentes bancários assim como nas como lotéricas podem ser outras opções.

Quanto custa o Pix?

As pessoas físicas, inclusive empresários individuais como acompanhantes e profissionais do sexo, são isentas de cobrança de tarifas para:

  • Fazer um Pix (envio de dinheiro, com finalidade de transferência e de compra);
  • Receber um Pix  (como uma transferência).

Há duas situações em que as pessoas físicas poderão ser tarifadas:

  • Ao fazer um Pix: quanto utilizado canal de atendimento presencial ou pessoal da instituição, inclusive por telefone, quanto estiverem disponíveis meios eletrônico;
  • Ao receber um Pix:  no caso de finalidade de compra.

    Tarifas Pix | Imagem https://www.bcb.gov.br/

Pra te ajudar a esclarecer quais são as vantagens dessa novidade, podemos comparar o PIX com os métodos mais antigos de transferências.

Qual a diferença entre o Pix e a TED?

Do ponto de vista d@ pagador@:

TED
PIX
Forma de pagamento 
Pagador precisa conhecer e digitar os dados do recebedor, como seu banco, o número da agência, o número da conta, o tipo da conta e seu CPF ou CNPJ Pagador precisa apenas:

1.-dar um clique na informação da chave que já está armazenada no celular; ou

2.-ler o QR Code do recebedor.

Notificação 
Pagador não é notificado. Pagador sempre será notificado a respeito da conclusão da transação (inclusive em caso de insucesso).
Disponibilidade 
Somente está disponível em dias úteis, entre 6 horas da manhã e cinco e meia da tarde, em geral. Pode ser iniciado em qualquer dia e horário.
Escopo 
Uso mais limitado. Atende qualquer caso de uso.

Do ponto de vista d@ recebedor@:

TED
Pix
Recebimento do recurso 
Apesar de os recursos estarem disponíveis no mesmo dia, o momento dessa disponibilização é incerto. Recursos disponíveis na conta em poucos segundos.
Notificação
Recebedor não é notificado. Recebedor é notificado da disponibilização dos recursos na conta, a cada transação.
Disponibilidade
Somente está disponível em dias úteis, entre 6 horas da manhã e cinco e meia da tarde, em geral. Pode ser aceito em qualquer dia e horário.
Escopo
Uso mais limitado. Atende qualquer caso de uso.

Qual a diferença entre o Pix e o cartão de débito?

Do ponto de vista d@ pagador@:

 Cartão de débito
Pix
Forma de pagamento
Pagamento depende do instrumento cartão de débito. Todas as transações podem ser iniciadas por meio do telefone celular, sem a necessidade de qualquer outro instrumento.
Escopo
Mais usualmente utilizado para compras de bens ou serviços. Atende qualquer caso de uso.

Do ponto de vista d@ recebedor@:

Cartão de débito
Pix
Recebimento do recurso
Recursos só estão disponíveis, em média, dois dias após a realização do pagamento. Recursos disponíveis na conta em poucos segundos.
Escopo
Tem uso mais limitado. Atende qualquer caso de uso.
Instrumento
Recebedor deve ter ou alugar uma maquininha ou instrumento similar.

Além disso, destaca-se que o Pix tem funcionalidades que facilitam o processo de conciliação, de automatização de processos e de integração de sistemas.

Infografico Pix | Imagem https://www.bcb.gov.br/
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Falta representação política para profissionais do sexo

O trabalho sexual ganhou destaque nos últimos anos – mas muitos dos candidatos as próximas eleições de 2020 ainda relutam em opinar sobre a questão. Enquanto @s profissionais do sexo continuam a pressionar pelos direitos da classe, é difícil não se perguntar: por que é tão raro para os políticos falar sobre isso?

Nos Estados Unidos, após a estrela pornô Stormy Daniels se tornar uma espécie de ícone feminista, o público parece ter se tornado mais simpático, ou pelo menos mais consciente das experiências das trabalhadoras do sexo.

Na Europa, mas concretamente na Holanda, Amsterdã tem sido considerada o modelo da indústria do sexo moderna, com a prostituição legalizada e renomeada como parte da indústria do lazer.

Stormy Daniels, há ‘mais de um lado em cada história

O Conselho Internacional da Anistia Internacional realizou uma votação para proteger os direitos d@s profissionais do sexo. Delegados e delegadas de todo o mundo se uniram para aprovar uma política sobre o assunto.

“Os trabalhadores e trabalhadoras sexuais são um dos grupos mais marginalizados do mundo e, na maioria dos casos, enfrentam risco constante de sofrer discriminação, violência e abusos. Nosso movimento global preparou o terreno para a adoção de uma política para a proteção dos direitos humanos dessas pessoas, que ajude a orientar o trabalho futuro da Anistia Internacional sobre assunto tão importante”, disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional.

Falta de representação política no Brasil

O Código Brasileiro de Ocupações (CBO) tem registrada à prostituição com o número 5198. O código penal não criminaliza o exercício da atividade, mas pune todos os envolvidos na cadeia da prostituição, à exceção dos clientes. Assim, elas podem trabalhar de forma autônoma, sem o “auxílio” de terceiros.

Expor as dificuldades sofridas por acompanhantes com serviços de sexo desperta sentimentos de desconforto, fundados no moralismo de que elas ou eles desfrutam da “vida fácil”.

Os direitos das acompanhantes e profissionais do sexo é um assunto que deve ser discutido, junto com  outros temas de máxima relevância como a violência sexual, o tráfico de pessoas, e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Estudos feitos no 2010 falavam em perto de 1,5 milhão de trabalhadores do sexo. Através de associações, principalmente constituídas por acompanhantes e ex-profissionais do sexo, alguns grupos organizados surgiram, mas faltou o apoio maciço da classe para ganhar representação política.

Qual a posição dos candidatos para as eleições de 2020 sobre os direitos no trabalho sexual? NÃO SABEMOS!!!

A sindicalização tem sido usada por vários grupos sociais como uma ferramenta eficaz em movimentos baseados em direitos.

Nem todas as trabalhadoras do sexo podem ou querem ser ativistas e mudar o mundo. Muit@s profissionais do sexo gostam de manter seu mundo em privado, porém a coletivização parece ter algo para todos. Muitas acompanhantes vivem uma vida de luta para sobreviver, mas encontrariam tempo para se envolver ativamente na luta pelos direitos da classe representadas por um coletivo organizado.

O Brasil carece de avanços em políticas públicas de reconhecimento da classe.

A categoria de profissionais do sexo, sobre a qual pouco se fala, sofre com grande intensidade os efeitos da Covid-19. Assim como entregadores, motoristas de aplicativo e outros cujas condições de trabalho obrigam a se arriscar pelas ruas, trabalhador@s do sexo tem sofrido com grande intensidade os efeitos da Covid-19.

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Dicas para sexo Notícias Sexo

Quase a metade das acompanhantes gosta de sexo anal

Sexo anal é prazeroso? Todos deveriam experimentar?

Tem muita literatura ao respeito do sexo anal. A bíblia não restringe e nem prescreve formas de  práticas sexual entre pessoas (casadas). Será que as mulheres apenas têm medo porque nunca fizeram ou o parceiro não foi cuidadoso, mas que se fizerem direito, vão adorar?

Para saber se o sexo anal é prazeroso, perguntamos para nossas #GarotasPimenta

Você gosta de sexo anal?

Numa enquete realizada entre os dias 6 e 18 de setembro entre uma seleção de nossas anunciantes acompanhantes, perguntamos quais eram suas preferências ao respeito do sexo anal.

46% das acompanhantes disseram gostar de sexo anal e indicaram que quando é contratada como acompanhante, está incluso no cachê cobrado ao cliente.

Quase um quarto das nossas participantes na enquete, os 23%, afirmou que depende do cliente. A confiança com o cliente, se for um cliente habitual ou não, assim como o tamanho do seu pinto, a experiência em fazer o ato, podem ser alguns dos motivos.

Os 20% das #GarotasPimenta declaram que não gostam de sexo anal, mas que no caso do cliente solicitar tem um cachê extra para isso, e mais de 8% das acompanhantes do Pimenta afirmaram não gostar de sexo anal e não praticam com os clientes, mesmo pagando.

Pode-se concluir que o sexo anal é uma questão de gosto. Tem gente que gosta e tem gente que não gosta.

Serviços de sexo com ou sem anal?

Muitas de nossas acompanhantes, com experiência oferecendo serviços de sexo, declaram explicitamente nos seus anúncios que não fazem sexo anal. Vitória, acompanhante em Natal, faz questão de explicitar isso no seu anúncio: “Vitória tenho local próprio climatizado não faço anal“. Já outras acompanhantes como a Brunna, acompanhante em Serra, declara no seu anúncio prestar um serviço de sexo anal inesquecível >> Brunna Branquinha Anal inesquecível

Para uma acompanhante, o sexo anal pode ser um reclame. Sexo anal, chuva dourada, fetiches e fantasias de todos os tipos ajudam a conseguir clientes que querem satisfazer seus desejos.

Brunna Branquinha Anal inesquecível

Sexo anal provoca câncer de colon?

NÃO.  Não há essa correlação com câncer. Para desmistificar questões relativas ao anus, o médico Eurípedes Barsanulfo tem um perfil no Instagram >>  Papo de Reto  e acaba de lançar o livro >> Papo de Reto – Tudo o Que Você Queria Saber Sobre Seu Ânus, Mas Tinha Vergonha de Perguntar.

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BBC faz reportagem de Acompanhantes VIP durante a pandemia

Com o título de “Coronavírus: profissionais do sexo atendem clientes apesar do bloqueio” o repórter da BBC Jonathan Gibson fez uma reportagem na que evidenciou que as medidas de bloqueio não impediram algumas acompanhantes de luxo de viajar pelo país para se encontrar com clientes.

O reporter conversou com profissionais do sexo, incluindo Tiffany, em Birmingham, que disse ter viajado para Bristol e outros lugares para visitar as casas e escritórios dos clientes. A reportagem também revelou que alguns bordéis estavam abertos, apesar dos apelos ao distanciamento social.

O Coletivo Inglês de Prostitutas disse que a maioria das trabalhadoras do sexo eram mães e, se trabalhavam, era porque estavam desesperadas por dinheiro.

No passado mês de junhoo, a BBC fez outra matéria na que relata as duras condições das profissionais do sexo na África. Na reportagem mulheres de Uganda e da Nigéria falam sobre como é a vida para elas durante a pandemia.
Veja reportagem das garotas africanas >> https://www.bbc.com/news/av/world-africa-53013047

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Garotas de programa Notícias Sex Work is Real Work

Sex work is real work #eleições2020

Para entender o movimento “Sex work is real work” temos que ter uma mirada mais abrangente para o termo trabalho sexual. Quando falamos em profissionais do sexo, não só estamos falando de acompanhantes com serviços de sexo, mas também modelos de webcam, atores e atrizes de filmes pornô, modelos de nudes, operadoras de sexo por telefone, dançarinas em clubes de alterne, alguns massagistas e outros que prestam serviços como gerentes, agentes, cinegrafistas, seguranças de clube e até, os que trabalhamos em sites como o Pimenta.Club.

Mudanças na legislação afeitam a tod@s os trabalhadores do sexo

No 2002 a Classificação Brasileira de Ocupações reconheceu a classe “prostituta” na sua lista de ocupações dos brasileiros. O reconhecimento do ministério do trabalho foi um grande avanço. Passaram-se anos e nada mudou. Projetos de lei com propostas para regulamentar as atividades d@s trabalhador@s do sexo perderam espaço após o PL Gabriela Leite 2012 ser engavetado por gerar embate entre grupos feministas.

Alguns grupos organizados surgiram após o ano 2012. Através de associações, principalmente constituídas por mulheres profissionais e ex-profissionais do sexo, mas faltou o apoio maciço de toda a classe para ganhar representação política.

A Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais – CUTS é um exemplo claro da nova representatividade da classe.

Poucos estudos ao respeito da classe

Estudos feitos no 2010, apresentados no programa A Liga, falavam em perto de 1,5 milhão de profissionais do sexo. Nesse estudo, 87% d@s profissionais trabalhava na rua, coisa que sabemos, hoje não acontece mais.

O crescimento de uma sociedade e a superação de preconceitos é lento e mudanças no ordenamento jurídico, para que atinja absolutamente todos os componentes da sociedade, tem que ser feitas pelos nossos representantes.

O Brasil carece de avanços em políticas públicas de reconhecimento da classe. .

Estátua de Belle no distrito da luz vermelha de Amsterdã

Na Holanda, a profissão foi legalizada no ano 2000, e no 2011 prostitutas do famoso distrito da Luz Vermelha começaram a pagar impostos. Com o tempo a classe ganhou seu lugar na sociedade, com o reconhecimento e respeito de todos (ou quase todos) os cidadãos de Amsterdam.

Precisamos mais representatividade

Aprovações de Leis de combate à violência feminina, como a Lei Maria da Penha, bem como outros avanços legais são de grande importância. Está no hora de nossos representantes deixar de hipocrisia e colocar as pautas sobre a mesa. Há uma distância social que somente uma educação sólida em direitos humanos pode mudar..

A incorporação social da classe é uma necessidade para mais de 1 milhão de brasileir@s.

Um trabalho organizado da categoria pode levar a uma situação de maior reconhecimento d@s Profissionais do Sexo, para exercer suas atividades com liberdade, responsabilidade e segurança.

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Você prefere sexo com clientes de qual idade? 30 a 40 é a mais desejada

Muitos estudos provam que os homens maduros andam despertando uma intrigante atração entre as meninas. Os estudos justificam a atração dizendo que os homens maduros sabem melhor o que as mulheres querem, já tiveram experiências anteriores e até se comunicam melhor. Será?

Até aqui tudo bem, não precisamos de nenhuma enquete para saber que para trabalhar como acompanhante, jovens são mais procuradas pelo corpo, e as mais maduras pelas suas habilidades.

Assim como jogadores de futebol, profissionais do sexo tem sua vida profissional limitada no tempo e atrelada a sua forma física.

Se uma pessoa mais velha for questionada sobre ter sexo com uma garota de programa mais nova, vai dizer que tem muita vitalidade e gosta de acompanhantes jovens. Portanto, sendo homem ou mulher, todos pensamos que a melhor idade é a nossa. Já se estiver fazendo sexo com uma acompanhante com mais idade, vai exaltar sua experiência e habilidade.

Mas e quando a situação é contrária? Será que @s acompanhantes sentem preferência por algum tipo de idade?

Para responder essa pergunta, o Pimenta.Club foi atrás e perguntou para nossos anunciantes qual é a preferência de idade dos seus clientes. 

Os resultados da nossa enquete nem confirmam, nem desmentem a preferência d@s acompanhantes por clientes com mais idade. Mais da metade d@s profissionais do sexo preferem cientes entre 30 e 40 anos, seguido de perto por clientes de 40 a 50. Já @s “jovens” com menos de 30, só ficam trás d@s “velh@s” com mais de 60.

Você já se perguntou qual é a melhor idade para o sexo? Ora, não há jeito melhor do que perguntando para noss@s anunciantes.

menos de 30 anos
12,82%
30 a 40 anos
53,85%
40 a 50 anos
35,90%
50 a 60 anos
23,08%
mais de 60
7,69%

Não podemos falar que nossos garotos e garotas de programa gostam mais de clientes mais velhos, mas fica muito claro que clientes mais jovens não são os mais desejados entre noss@s anunciantes.

Para clientes com mais idade, fazer sexo com um@ acompanhante mais jovem  às vezes atua como um impulsionador do ego.

Nossa amiga Dafne Anãzinha nos conta o que tem que ter uma mulher para ser boa de cama!

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Rifa de cachê pela internet pode virar pesadelo!!!

Ultimamente vemos pelo Twitter cada vez mais profissionais do sexo interagindo diretamente com seus possíveis clientes, postando pics e vídeos em troca de compartilhamentos e inventando todo tipo de brincadeiras para ganhar popularidade.

A criatividade neste mercado é tudo, porém menin@s, NEM TUDO PODE!!!!

As rifas, onde uma -ou duas- acompanhantes oferecem uma noite dos sonhos com todos os serviços inclusos como prémio para o feliz ganhador, parece que pode virar caso de B.O.

Aconteceu no município de Janaúba na região Norte de Minas Gerais. Uma influencer local fechou parceria com a organização do sorteio para divulgar os detalhes da rifa em suas redes sociais e a história viralizou.

Segundo a investigação a influencer fechou o pagamento de R$500 e começou a divulgar a rifa em suas redes sociais. Sorteio acabou não sendo efetuado. A Polícia de Minas (PCMG) investiga se houve crime relacionado a exploração sexual.

“Foi muito difundido no WhatsApp, nas redes sociais, vi em vários grupos da cidade. Nós queríamos apurar o crime de proveito da prostituição.” comentou a delegada responsável do caso.

Em seu depoimento, a blogueira confirmou que um homem tinha oferecido R$ 500 para a divulgação e mais R$200 se der tudo certo. A blogueira apontou quem era o homem que a contratou para a divulgação. Ele também foi ouvido.

A rifa que prometia uma noite com uma dupla de garotas de programa virou pesadelo para os organizadores.

Os bilhetes da rifa eram vendidos por R$ 20 através de blogs e redes sociais. No seu depoimento, o organizador da rifa diz que arrecadou cerca de R$ 5 mil. Ele falou para a delegada que não era o organizador da rifa, mas tudo indica que ele seja o responsável.

O inquérito está em andamento e, além da blogueira e deste suspeito que provavelmente é o mentor da rifa, ainda serão ouvidas outras testemunhas. Prostituição não é crime por si só, mas quem aproveita-se da prostituição alheia comete crime.

“É totalmente imoral rifar pessoas, pessoas não são mercadorias”, comentou a delegada.

Se indiciado, o homem poderá ser condenado a reclusão por até quatro anos.

Dinheiro para doação?

Intimado pela delegada, o suspeito declarou que iria usar o dinheiro da rifa para comprar cestas básicas destinadas a famílias de Janaúba. Mas, o boleto da rifa não falava nada disso, então as investigações apontam que era para seu benefício.

Instaurado em 15 de setembro, o inquérito ainda ouvirá mais testemunhas para somente então ser concluído. Ainda não há data prevista.

O homem jurou ter devolvido o dinheiro.

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Ex-acompanhante anã Lia Regina, lança e-book com experiências

Para ajudar outras mulheres e homens que sofrem com o preconceito de serem anões, Lia Regina, mais conhecida na classe como Dafne Anãzinha, escreveu sua autobiografia num e-book de 123 páginas.

Lia Regina, mais conhecida como Dafne Anãzinha, revela que tinha artista da Globo e jogador de futebol, numa lista de mais de 600 clientes

Na presentação do livro, Lia escreve: “Este livro conta minha história e relata minhas experiências. Não só como garota de programa, mas também minha vida antes de me tornar uma. Nesse sentido, pessoas que levaram fora, que foram humilhadas ou até mesmo que foram deixadas de lado, vão se identificar muito com a obra. Além disso, também conto um pouco da minha infância e o bullying sofrido em razão da minha condição – a de ser portadora de Nanismo -, tanto no colégio como na minha própria família.”

Pretendo publicar mais um livro, sobre bonecas sexuais humanas, adianta a jovem, que está há quatro anos fora dos serviços de acompanhantes. Atualmente, Lia é formada em Direito, e está cursando uma segunda graduação, no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Na autobiografia lançada este mês, disponível para venda na Amazon, Lia Regina, decidiu listar seus clientes, entre eles atores famosos da Globo e jogadores de times de futebol da primeira divisão,  “A maioria me procurava para realizar seus fetiches”, conta no seu e-book.

O nanismo, alvo de fetiche de muitas pessoas, foi determinante para ter uma lista de clientes muito variada e com personagens de todas as classes sociais.

“Os homens pagavam para realizar seu fetiche. Acredito que garotas de programa são as únicas a terem acesso a homens intocáveis”

“Atores e jogadores de futebol que me contratavam eram extremamente lindos, pessoas que estão na mídia diariamente. Pessoas que eu nunca poderia imaginar estar na cama. Todos eram muito atenciosos. Até calcinha eu ganhei de um”, relembra.

“A relação era unicamente profissional, não tínhamos contato diário. Eu realizava as fantasias deles e pronto”

Questionada sobre como lembra dos atendimentos, Lia explica que mantinha um caderno de anotações sobre cada homem e mulher que serviu.

Ex-acompanhante anã Lia Regina, lança e-book com experiências

“Eu tinha uma agenda, anotava todos com quem eu saía. Nos serviços de sexo também, anotava o nome, a data e se eu tinha gozado. Caso o cliente me ligasse de novo, eu sabia exatamente a data que eu o atendi. Isso ajudava a me lembrar deles, pois eram muitos e eles gostavam de se sentirem únicos. Caso eu não tivesse gozado, não voltava a atender aquele cliente.”

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Namorar uma acompanhante? E ela, namoraria com você?

O que pensam eles

Todas as enquetes feitas por sites e blogs com conteúdo para adultos, priorizam a opinião dos clientes a respeito da possibilidade de namorar com uma profissional acompanhante, principalmente quando é uma garota de programa que oferece abertamente seus serviços.

Os resultados das enquetes, são sempre parecidos e indicam que poucos homens gostariam de namorar uma acompanhante sem colocar um porém.

Só 8% dos homens responderam “SIM” a pergunta Você namoraria uma garota de programa?

Os resultados são da enquete feita no fórum https://adrenaline.com.br/ e à pergunta “Você namoraria uma garota de programa?”. Os resultados foram:

  1. Sim: 8.1%
  2. Sim, desde que ela parasse de atender: 8.6%
  3. Talvez, se ela parasse de atender: 22.6%
  4. Talvez: 14.5%
  5. Não, mesmo que ela parasse de atender: 46.2%

Muitos que não conhecem nem são clientes habituais, não teriam problemas em namorar se ela parasse de atender.

Outras enquetes feitas por sites similares, como a feita pelo site de perguntas e respostas ele&ela até colocam o passado como impedimento para namorar a garota perguntando:

O que pensam as garotas disso?

O que pensam elas

Fizemos uma enquete com noss@s acompanhantes para saber qual é a opinião delas. Já sabemos que poucos homens gostariam de namorar uma garota de programa, mas e as garotas? Será que elas gostariam de namorar com um cliente?

Perguntamos para elas “Você namoraria um cliente?

Os resultados da pesquisa do Pimenta.Club mostram que 35% das acompanhantes não namoraria um cliente, e 10%, só namoraria um cliente se ele já foi um conhecido anterior da garota ter começado a trabalhar como acompanhante.

Não
35,00%
Só se for alguém que já conhecia
10,00%
É muito difícil, mas às vezes rola um “chan” com algum cliente
45,00%
Sim. Porque não? Estou solteira!
36,00%
Outro
4,00%

Um 45% das acompanhantes do Pimenta.Club indica que é muito difícil namorar com um cliente, porém às vezes rola um “chan”. Nossa enquete não perguntou o que acontecer depois, se rolar o tal do “chan” 😉

Já os 36% das acompanhantes – mesma proporção que as que jamais namorariam um cliente – indicou que não tem problemas em namorar um cliente e declara-se solteira!

Você namoraria uma acompanhante? E ela? Ela quer namorar você?

A enquete do Pimenta.Club foi elaborada com uma seleção aleatória de participantes voluntários entre mais de 7000 anúncios de acompanhantes para adultos no nosso site.

Fotografias de Julinha | Julinha Safadinha

A gente foi mais longe!

Meninas, o Pimenta.Club quis ir mais longe e tirou mão da calculadora para saber o que pensam “eles” na realidade. As enquetes feitas pelos sites, não tem em consideração se o homem que efetua seu voto é “cliente” de serviços de acompanhantes. Sob nosso ponto de vista, os homens que não conhecem, não tem voto válido na nossa enquete. O pastor de uma igreja pode votar 5 vezes, só para desacreditar a classe, mas não afeta a proporção de clientes que namoraria uma acompanhante, porque ele não é um cliente!

Não tem estudos oficiais, e fica até difícil ter uma idéia do número de profissionais do sexo que trabalham atualmente no Brasil.

ONGs estimam que o número de garotas de programa no Brasil é de aproximadamente 1.170.000.

Vamos fazer uma conta rápida. Se tem 1,2 milhão de profissionais mulheres, e vamos supor um “hipotético” número (muito baixo) de 30 clientes por profissional. Se fizer as contas, ficamos com 45 milhões de Brasileiros que pagam por serviços de sexo.

No final temos que 2/3 dos brasileiros que não pagam por sexo, e não conhecem o serviço nem as pessoas que o prestam.

Segundo a enquete, 46% não namoraria uma acompanhante, e tem 66% que não conhece o serviço. Isso quer dizer que tem muitos que não conhecem nem são clientes habituais, mas não teriam problemas em namorar uma acompanhante se ela parasse de atender.

Na real, se tirar os que não pagam serviços profissionais de sexo, o número de clientes que namoraria uma profissional acompanhante, principalmente se ela deixar de trabalhar, é mais do 50%. Se prestar atenção, a porcentagem e a mesma que as acompanhantes que namorariam um cliente 😉

Dados de profissionais do sexo no Brasil em 2010

Segundo um estudo do 2010, existe 1.500.000 (um milhão e quinhentos) profissionais do sexo no BRASIL e desses 78% são mulheres, 1.170.000. As travestis correspondem a 15%, o que soma 225.000 mil profissionais.