“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher”. Garota é condenada após tentar extorquir cliente

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão unânime, manteve condenação a uma garota de programa de Florianópolis por crime de extorsão. A mulher deverá cumprir quatro anos de reclusão em regime aberto.

Segundo as investigações da PC, a vítima conheceu a ré ao ir em uma boate com colegas de trabalho e clientes e, tempos depois, passou a receber ameaças no WhatsApp. Nas mensagens a garota de programa exigia o deposito de uma quantia para ficar calada.

Segundo a investigação, o homem pagou o primeiro valor exigido e, no dia seguinte, passou a receber novas intimidações

Como dessa segunda vez ele se recusou a fazer o pagamento, a garota de programa entrou em contato com a esposa da vítima e deu sua versão dos fatos.

De acordo com declarações do homem que efetuo a denúncia, no dia do encontro com a garota, seus colegas e clientes contrataram os serviços de acompanhantes sexuais, enquanto ele ficou conversando com amigos. Ele relatou que a acusada estava próxima e acredita que alguma das outras acompanhantes ou seus colegas, tenham passado seu telefone para ela.

Segundo o relator, as ameaças de WhatsApp trocadas entre a garota de programa e o denunciante demonstram que a apelante queria receber valores da vítima em troca de seu silêncio em relação ao fato de frequentar lugares de moral duvidosa.

Ameaças da garota

“Se não depositar R$ 1.500 na minha conta, conto tudo para a sua mulher, vou contar o que aconteceu no Facebook”, foram algumas das mensagens.

Na análise do caso, o juízo de 1º grau julgou procedente a denúncia do MP, condenando a acusada às penas de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, e 10 dias-multa.

O desembargador Antônio Zoldan da Veiga, relator da apelação da ré, anotou no voto que das mensagens de texto trocadas no WhatsApp é possível extrair as ameaças, conduta necessária para a adequação típica ao crime de extorsão.

As ameaças, inclusive de morte, perpetradas pela apelante caracterizam o ilícito, uma vez que estas foram realizadas com a finalidade de fazer com que a vítima lhe depositasse valores em sua conta. (…)

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