Sex work is real work #eleições2020

Para entender o movimento “Sex work is real work” temos que ter uma mirada mais abrangente para o termo trabalho sexual. Quando falamos em profissionais do sexo, não só estamos falando de acompanhantes com serviços de sexo, mas também modelos de webcam, atores e atrizes de filmes pornô, modelos de nudes, operadoras de sexo por telefone, dançarinas em clubes de alterne, alguns massagistas e outros que prestam serviços como gerentes, agentes, cinegrafistas, seguranças de clube e até, os que trabalhamos em sites como o Pimenta.Club.

Mudanças na legislação afeitam a tod@s os trabalhadores do sexo

No 2002 a Classificação Brasileira de Ocupações reconheceu a classe “prostituta” na sua lista de ocupações dos brasileiros. O reconhecimento do ministério do trabalho foi um grande avanço. Passaram-se anos e nada mudou. Projetos de lei com propostas para regulamentar as atividades d@s trabalhador@s do sexo perderam espaço após o PL Gabriela Leite 2012 ser engavetado por gerar embate entre grupos feministas.

Alguns grupos organizados surgiram após o ano 2012. Através de associações, principalmente constituídas por mulheres profissionais e ex-profissionais do sexo, mas faltou o apoio maciço de toda a classe para ganhar representação política.

A Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais – CUTS é um exemplo claro da nova representatividade da classe.

Poucos estudos ao respeito da classe

Estudos feitos no 2010, apresentados no programa A Liga, falavam em perto de 1,5 milhão de profissionais do sexo. Nesse estudo, 87% d@s profissionais trabalhava na rua, coisa que sabemos, hoje não acontece mais.

O crescimento de uma sociedade e a superação de preconceitos é lento e mudanças no ordenamento jurídico, para que atinja absolutamente todos os componentes da sociedade, tem que ser feitas pelos nossos representantes.

O Brasil carece de avanços em políticas públicas de reconhecimento da classe. .

Estátua de Belle no distrito da luz vermelha de Amsterdã
Estátua de Belle no distrito da luz vermelha de Amsterdã

Na Holanda, a profissão foi legalizada no ano 2000, e no 2011 prostitutas do famoso distrito da Luz Vermelha começaram a pagar impostos. Com o tempo a classe ganhou seu lugar na sociedade, com o reconhecimento e respeito de todos (ou quase todos) os cidadãos de Amsterdam.

Precisamos mais representatividade

Aprovações de Leis de combate à violência feminina, como a Lei Maria da Penha, bem como outros avanços legais são de grande importância. Está no hora de nossos representantes deixar de hipocrisia e colocar as pautas sobre a mesa. Há uma distância social que somente uma educação sólida em direitos humanos pode mudar..

A incorporação social da classe é uma necessidade para mais de 1 milhão de brasileir@s.

Um trabalho organizado da categoria pode levar a uma situação de maior reconhecimento d@s Profissionais do Sexo, para exercer suas atividades com liberdade, responsabilidade e segurança.

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